
Fábia OliveiraColunas

Após Taís Araújo, ator de Vale Tudo admite “decepção” com novela
O ator Luis Lobianco, que vive Freitas na trama das 21h, deu sua opinião sobre o trabalho de Manuela Dias no remake de Vale Tudo; leia
atualizado
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Depois de Taís Araújo, que fez críticas públicas à condução da sua personagem em Vale Tudo, da TV Globo, foi a vez do ator Luis Lobianco dar sua opinião sobre o trabalho de Manuela Dias. Em entrevista ao jornal O Globo, o intérprete do personagem Freitas disse que a autora é ousada, mas não negou uma “decepção” e que algumas personagens mereciam mais destaque.
“Não vai agradar sempre”
Luis Lobianco falou do desafio de atualizar uma obra como Vale Tudo, que foi exibida originalmente em 1988 e é considerada uma das melhores novelas já produzidas. “Eu gosto da ousadia e da coragem da Manuela. As coisas mudaram muito. Estamos na era da Inteligência Artificial. Acho que não vai agradar sempre”, disse o ator.
“Fazer novela, uma obra viva e aberta, é arriscado. Mas estou sentindo uma comoção. Já fiz trabalhos muito populares, mas algo igual a Vale Tudo nunca vi. Tem uma coisa pop nesta novela que a direção, a equipe, a Manuela e o elenco trouxeram. Isso tem um valor muito grande”, ressaltou.
O ator, que tinha apenas 6 anos quando a novela original foi levada ao ar pela primeira vez, disse que não é saudosista e que “gosta do novo”. “Não se pode falar que não valeu, que não deu certo. Eu não sou saudosista. Reconheço o valor do que foi realizado. Fez parte da minha formação, queria ser como aqueles atores. Tenho muito respeito, mas gosto do novo.”
Sem criticar a novela ou a autora, no entanto, Luis Lobianco afirmou que, se estivesse fora da trama, também estaria dando seus pitacos na obra. “Se eu não estivesse fazendo a novela, com certeza estaria num grupo de aplicativo, me emocionando, falando ‘isso eu não gostei, aquilo eu faria de outro jeito’. Não estaria indiferente”, concluiu.
Decepção
Ainda na entrevista, Luis Lobianco admitiu que ficou decepcionado com os rumos da história envolvendo as personagens Laís (Lorena Lima) e Cecília (Maeve Jinkings). “Eu tinha uma expectativa de que Laís e Cecília teriam uma história mais desenvolvida. São as personagens LGBT da trama. Na primeira versão, uma delas morre”, relembrou. “Realmente imaginei que elas entrariam mais na trama, mas isso não aconteceu”, lamentou o ator.
“Sobre o grande acerto, vou puxar a brasa para o elenco. Acho que a gente acertou no tom. As pessoas não quiseram imitar o que já tinha sido feito. Cada um no seu tempo, dentro das dificuldades, foi achando o jeito, o tom adequado para este momento”, ponderou o famoso.
O ator também parabenizou o tom mais leve da trama. “A atuação se atualiza também, há uma atualização de tons. No nosso núcleo da TCA, conseguimos achar uma dose certa de humor, sem fazer caricatura dos personagens, para falar de coisas muito sérias, como corrupção e abuso de poder”, encerrou.












