
Fábia OliveiraColunas

Antes de prisão, Ryan SP se defendeu em ação por “roubo” de 34 músicas
A coluna descobriu que, um mês antes de sua prisão durante a Operação Narcofluxo, o MC apresentou defesa em outro caso envolvendo a Justiça
atualizado
Compartilhar notícia

A coluna Fábia Oliveira descobriu que, um mês antes de sua prisão durante a Operação Narcofluxo, MC Ryan SP apresentou defesa em outro caso envolvendo a Justiça. O imbróglio envolve o suposto uso indevido de obras musicais.
Como já revelado aqui, o funkeiro MC Ryan SP foi acionado na Justiça pelo cantor Luska e pela empresa Soul Mozar por suposto uso indevido de músicas sem autorização. Segundo o processo, Luska afirma que repassou 34 composições ao artista ao longo dos anos, com a promessa de que o material seria usado de forma informal e com divisão de lucros, o que não teria sido cumprido.
O compositor alega que 31 dessas músicas foram exploradas comercialmente sem crédito de autoria e sem pagamento de royalties, causando prejuízos financeiros e morais. Na ação, ele pediu o reconhecimento da autoria, indenização e a suspensão dos repasses financeiros das plataformas digitais ao MC.
Defesa de MC Ryan SP
Em defesa apresentada no dia 16 de março, MC Ryan SP negou as acusações do músico Luska. Ele afirmou que todas as obras apontadas têm a autoria registrada em seu nome e no de MC BKA, conforme se atestaria junto à União Brasileira de Compositores, a UBC.
Ryan alegou que o autor não apresentou provas idôneas que comprovem que ele seria o autor das canções. Ele observou que prints de conversas e capturas de telas de um computador não possuem valor como provas.
O MC disse, também, que não existem indícios de que ele tenha enriquecido às custas de Luska. O autor, de igual modo, não teria comprovado os danos à sua vida pessoal e profissional que diz ter suportado.
MC Ryan SP falou, ainda, que a indenização de R$ 200 mil é desproporcional e desarrazoada. O funkeiro impugnou os documentos apresentados por Luska, alegando que não existem garantias de sua validade, legalidade e autenticidade.
Liminar
O cantor aproveitou a oportunidade para questionar a decisão do juiz Rodrigo Garcia Martinez que, em agosto de 2025, deferiu uma liminar para suspender o repasse dos royalties das 34 obras para Ryan e a GR6.
O magistrado entendeu que, àquela altura, a ação já apresentava indícios quanto aos direitos violados de Luska e o perigo de dano caso uma medida não fosse adotada de imediato.
Em sua defesa, MC Ryan SP sustentou que não estão presentes os requisitos para a liminar, e pede que ela seja revogada. Desde a apresentação da defesa, o caso não ganhou outros desdobramentos.







