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Entre-Eixos

No teatro dos sedãs médios, papel do Peugeot 408 é de um coadjuvante

Mesmo com bons recursos, modelo francês não emplaca. Mas vale ser levado em consideração: preço é relativamente justo e, apesar do conservadorismo estético da marca, ele tem bom acabamento e muito espaço

Renato Ferraz21/07/2016 09:38, atualizado 20/07/2016 20:10
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Foto: Peugeot do Brasil
No teatro dos sedãs médios, papel do Peugeot 408 é de um coadjuvante

No primeiro semestre deste ano, o Toyota Corolla liderou o mercado de sedãs médios, com 31.891 unidades. Em seguida, vieram o Honda Civic (8.607 unidades), o Nissan Sentra, o Chevrolet Cruze etc. E todos passando por remodelações e aperfeiçoamentos de forma contínua. Então, qual é o papel do Peugeot 408 nesse espetáculo? De coadjuvante discreto, muito discreto.

O 408 Griffe, testado pelo Entre-eixos, é um bom coadjuvante: tem bons recursos de apresentação, mas a linguagem e a expressão corporal, digamos assim, está ficando para trás no universo das técnicas teatrais. Por isso, ele continuará sendo coadjuvante até que seja aposentado e surja um novo ato (a China já o conhece, por exemplo).

Mercado

Foto: Peugeot do BrasilNo ano passado, o Peugeot 408 não foi nada bem: enquanto o Toyota Corolla chegou às garagens de 67,3 mil brasileiros, o sedã de origem francesa não despertou a atenção nem de 1,5 mil compradores (1.435).

Isso dá uma participação de menos de 1% no mercado de sedãs médios. Além do Corolla, é bom lembrar as vendas do Honda Civic, com 31,2 mil; do Nissan Sentra, com 12,5 mil; e do Chevrolet Cruze, com 11,5 mil (este, “novinho” e cheiroso).


Os dez mais – 2016 (1º semestre)

1º Toyota Corolla
31.891 unidades
2º Honda Civic
8.607 unidades
3º Nissan Sentra
4.181 unidades
4º Chevrolet Cruze
3.809 unidades
5º Volkswagen Jetta
3.664 unidades
6º Renault Fluence
2.554 unidades
7º Audi A3 Sedã
2.317 unidades
8º Citroën C4 Lounge
2.243 unidades
9º Ford Focus Fastback
2.052 unidades
10º Mercedes-Benz Classe C
1.703 unidades


Custo/benefício
A última reestilização do Peugeot 408 foi no final do ano passado (novembro). Mesmo assim, continua em baixa, com um pouco mais de uma centena vendidos por mês.

Quais as razões? Pouca publicidade e gestão de marketing do modelo? Preço? Visual (embora, mesmo levando-se em conta a subjetividade da avaliação, haja mais feinhos)?

Foto: Peugeot do Brasil

O Griffe THP, topo de linha, é um carro bem interessante: boa quantidade de equipamentos, bom espaço, bom conjunto mecânico.

O motor, por exemplo, é um 1.6 THP flex turbinado, capaz de gerar 173cv com etanol. O câmbio é automático, de seis marchas.

Foto: Peugeot do Brasil

O consumo? Dados da fábrica informam: cidade, 7,3km/l com álcool e 10,6 com gasolina; estrada, 9,2km/l e 13,0, respectivamente. O torque é de 24,5 kgfm entre 1.400 rpm e 4.000 rpm.

Fora o que se cobra por ele e, claro, comparando-o com outros semelhantes: o modelo 2017, por exemplo, tem preço sugerido de R$ 90.590.

Vida a bordo
O ar-condicionado é de duas zonas – e com saída para os passageiros do banco traseiro (perfeito para Uber, executivos, barnabés de primeiro e segundo escalão).

Foto: Peugeot do Brasil

O couro é usado no revestimento dos bancos e no volante. E sobram materiais sintéticos e tecidos de boa qualidade, vale ressaltar, em outros lugares. É um ambiente sóbrio (às vezes, parece sombrio).

Segurança
Bom para os padrões. Como os cintos de três pontos (e encostos de cabeça) para todos os ocupantes. Ou os airbags extras laterais e de cortina até para quem viaja atrás.

As luzes dianteiras, em época de obrigatoriedade de faróis acesos durante o dia em rodovias, são em LED, com DRL (luzes diurnas) automática.

Foto: Peugeot do Brasil
E mais controle de estabilidade, sistema Isofix para cadeirinhas de crianças etc.

Sistema de som
O multimídia faz parelha com alguns concorrentes: tela touchscreen de 7’’ e um tecnologia capaz de emparelhamento de com smartphones (Carplay, no caso do teste do Entre-eixos).
Foto: Peugeot do Brasil

Não tem comandos no volante, como os concorrentes:mas há pequenas aletas por trás, que facilitam nossa vida.

Outros detalhes
O porta-malas está no jeito das famílias brasileiras, com espaço para 526 litros. Em relação ao visual, pouca coisa: a dianteira ganhou nova grade e um capô cheio de vincos.

Os faróis são mais bonitos do que os da versão anterior. O para-choque ganhou uma nova entrada de ar. A traseira continua quadradona, conservadora – apenas lanternas ganharam um leve tapa no visual.

Foto: Peugeot do Brasil

A versão Griffe vem ainda com rodas com acabamento diamantado em dois tons; teto solar, navegador GPS (que, curiosamente, não é sensível ao toque) e câmera de ré. A garantia é de três anos.