
É o bicho!Colunas

Você sabe como identificar sarna no pet? Veterinária explica sintomas
Saber identificar sarna no próprio pet evita que a doença se alastre e gere sequelas. Veterinária comenta sintomas, riscos e tratamentos
atualizado
Compartilhar notícia

Ter um pet em casa exige alguns cuidados importantes, como a prevenção de doenças. Uma das mais comuns, e que preocupa muitos tutores, é a sarna. A condição, causada pela infestação de ácaros microscópicos na pele, pode atingir tanto os caninos, quanto os bichanos, e se não tratada da forma correta, gera sequelas permanentes.
Em entrevista ao Metrópoles, Valeska Rodrigues, docente de medicina veterinária, explica que os principais tipo de sarna — sarcóptica, otodécica e notoédrica — são transmissíveis. Além dessas, há também a demodécica, um caso ainda mais complexo. Nesse tipo, o contágio não é transmissível e passa da mãe para o filhote.
Primeiros sinais e prevenção
Segundo a especialista, as formas transmissíveis causam sintomas bastante incômodos para os pets. Outro alerta é acerca do risco de não identificar os sinais precocemente, já que a doença, do tipo sarcóptica, pode ser transmitida para os humanos.
Veja alguns sintomas, segundo a veterinária:
- Coceira excessiva;
- Perda de pelos;
- Erupções cutâneas, pequenas bolhas e protuberâncias vermelhas;
- Dermatite secundária (secreção e crostas) que se espalha por todo o corpo.

Valeska ainda comenta que, como o contato com os ácaros que causa a maioria dos tipos de sarna, existem algumas medidas essenciais de prevenção. “Evitar aglomerações de cães, separar os doentes e tratá-los, limpar e desinfetar objetos infectados, além de não compartilhá-los. No caso da demodécica, não reproduzir cães portadores, principalmente fêmeas.”
Quando procurar atendimento e o tratamento
A especialista afirma que a coceira excessiva não incomoda apenas o animal, como também quem o observa. “Quando seu bichinho começar a se coçar muito, incluindo orelhas, recomenda-se procurar um veterinário. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápida a recuperação.”
“Lembrete importante: receitas caseiras podem piorar o quadro e somente o veterinário poderá diferenciar qual o tipo de sarna e qual o melhor tratamento para o pet”, reforça a docente da Universidade de Franca (Unifran).

Apesar de o tratamento poder ser mais longo, o mais importante é diminuir o risco de contágio — tanto para outros animais quanto para pessoas. Valeska ainda acrescenta que o tratamento pode variar de shampoos e loções até medicamentos orais e injetáveis.
No entanto, ela faz um alerta: “Sempre devem ser recomendados por um veterinário, pois há diferenças nas recomendações e variações que podem ou não ser utilizadas por cães e gatos, ainda de acordo com a raça do animal. Um exemplo é a ivermectina, que não deve ser utilizada em cães como border collie”, conclui.










