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Você sabe como identificar sarna no pet? Veterinária explica sintomas

Saber identificar sarna no próprio pet evita que a doença se alastre e gere sequelas. Veterinária comenta sintomas, riscos e tratamentos

atualizado

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Foto colorida de orelhas de gato com sarna
1 de 1 Foto colorida de orelhas de gato com sarna - Foto: Eko Prasetyo/Getty Images

Ter um pet em casa exige alguns cuidados importantes, como a prevenção de doenças. Uma das mais comuns, e que preocupa muitos tutores, é a sarna. A condição, causada pela infestação de ácaros microscópicos na pele, pode atingir tanto os caninos, quanto os bichanos, e se não tratada da forma correta, gera sequelas permanentes.

Em entrevista ao Metrópoles, Valeska Rodrigues, docente de medicina veterinária, explica que os principais tipo de sarna — sarcóptica, otodécica e notoédrica — são transmissíveis. Além dessas, há também a demodécica, um caso ainda mais complexo. Nesse tipo, o contágio não é transmissível e passa da mãe para o filhote.

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Primeiros sinais e prevenção

Segundo a especialista, as formas transmissíveis causam sintomas bastante incômodos para os pets. Outro alerta é acerca do risco de não identificar os sinais precocemente, já que a doença, do tipo sarcóptica, pode ser transmitida para os humanos.

Veja alguns sintomas, segundo a veterinária:

  • Coceira excessiva;
  • Perda de pelos;
  • Erupções cutâneas, pequenas bolhas e protuberâncias vermelhas;
  • Dermatite secundária (secreção e crostas) que se espalha por todo o corpo.
Foto colorida de gato rajado se coçando
É preciso ficar atento à coceira excessiva

Valeska ainda comenta que, como o contato com os ácaros que causa a maioria dos tipos de sarna, existem algumas medidas essenciais de prevenção. “Evitar aglomerações de cães, separar os doentes e tratá-los, limpar e desinfetar objetos infectados, além de não compartilhá-los. No caso da demodécica, não reproduzir cães portadores, principalmente fêmeas.”

Quando procurar atendimento e o tratamento

A especialista afirma que a coceira excessiva não incomoda apenas o animal, como também quem o observa. “Quando seu bichinho começar a se coçar muito, incluindo orelhas, recomenda-se procurar um veterinário. Quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápida a recuperação.”

“Lembrete importante: receitas caseiras podem piorar o quadro e somente o veterinário poderá diferenciar qual o tipo de sarna e qual o melhor tratamento para o pet”, reforça a docente da Universidade de Franca (Unifran).
Pet no vetrinário
O veterinário é quem define o tratamento mais adequado

Apesar de o tratamento poder ser mais longo, o mais importante é diminuir o risco de contágio — tanto para outros animais quanto para pessoas. Valeska ainda acrescenta que o tratamento pode variar de shampoos e loções até medicamentos orais e injetáveis.

No entanto, ela faz um alerta: “Sempre devem ser recomendados por um veterinário, pois há diferenças nas recomendações e variações que podem ou não ser utilizadas por cães e gatos, ainda de acordo com a raça do animal. Um exemplo é a ivermectina, que não deve ser utilizada em cães como border collie”, conclui.

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