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Vídeo: ariranhas descem rio “gritando” e quebram o silêncio no Pantanal
Vídeo gravado pelo fotógrafo de vida selvagem Roger Benedik mostra grupo de cerca de 10 ariranhas vocalizando em alto volume em MT
atualizado
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Um vídeo publicado nas redes sociais pelo fotógrafo de vida selvagem Roger Benedik, neste domingo (24/5), registrou o momento em que a calmaria silenciosa do Pantanal mato-grossense foi quebrada pelos “gritos” de cerca de 10 ariranhas que desciam um rio a nado. Nas imagens, as ariranhas vocalizam em alto volume e intensidade, em uma cena que parece ter sido tirada de um documentário da vida selvagem.
No momento do vídeo, os gritos teriam sido emitidos por mais de um minuto para chamar um indivíduo do grupo que ficou para trás durante a descida pelo rio, segundo o fotógrafo. O flagrante ocorreu na região de Porto Jofre, em Poconé (MT).
Entenda
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O registro: o fotógrafo Roger Benedik filmou cerca de 10 ariranhas descendo um rio a nado e vocalizando intensamente em Porto Jofre, Poconé (MT).
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Sem briga: apesar do alto volume e da intensidade dos sons que romperam o silêncio do Pantanal, o episódio não se tratava de uma briga entre os animais.
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Comunicação social: como são animais sociais e vivem em grupos, as ariranhas utilizam um vasto leque de vocalizações para se comunicarem umas com as outras.
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Motivo dos gritos: no momento do vídeo, os gritos duraram mais de um minuto porque um dos indivíduos do bando ficou para trás, e o grupo vocalizou alto para que ele os encontrasse logo.
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O flagrante gravado na região de Porto Jofre chamou a atenção de internautas devido ao forte barulho feito pelos animais, mas o profissional esclareceu o comportamento do bando. “Nesse caso não foi briga”, explicou Roger Benedik.
De acordo com o fotógrafo de vida selvagem, a gritaria tem fins puramente sociais para a sobrevivência e organização dos espécimes na natureza.
“As ariranhas possuem um leque muito vasto de vocalizações, como são animais sociais e vivem em grupos eles utilizam desses sons pra se comunicarem uns com os outros”, afirmou em entrevista ao Metrópoles.
Benedik detalhou o que de fato estava acontecendo no rio pantaneiro enquanto as ariranhas nadavam e emitiam os sons de alta intensidade. “No caso desse vídeo aparentemente um indivíduo ficou pra trás e eles começam a vocalizar bem alto para que seja fácil com que o participante do grupo os encontre logo”, disse o fotógrafo, que complementou revelando outra utilidade para o barulho: “Elas podem fazer também para quando estão passando perto da área de outro grupo”.