Surto de coronavírus canino cancela corridas na Austrália
Há relatos de que uma propriedade, onde os animais são treinados, possui ao menos nove cães infectados. Competições estão suspensas
02/03/2020 09:44, atualizado 02/03/2020 11:19

Todos os cães da raça Greyhound que estão chegando a Victoria, na Austrália, estão sendo isolados na tentativa do país de conter a disseminação do coronavírus canino. De acordo com o Daily Mail, há relatos de que uma propriedade onde os animais são treinados possui ao menos nove cães infectados e o surto fez com que as corridas fossem canceladas.
O Greyhound Racing Victoria, órgão de controle que regula as corridas de galgos na cidade, afirma que o vírus em cães não é fatal nem pode contaminar seres humanos.
No entanto, qualquer cão da raça na propriedade que apresentar os sintomas, será isolado e não deve participar de competições por um período de 14 dias. Investigadores devem percorrer outras propriedades onde outros cães podem ter entrado em contato com o primeiro animal infectado.
“Embora o vírus esteja atualmente isolado em apenas uma propriedade, tomamos essas medidas para garantir o bem-estar dos cães e a manutenção dos campos de corridas”, afirmou Alan Clayton, executivo-chefe da GRV.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloSurtos de coronavírus canino ocorrem na Austrália há alguns anos e podem afetar cães domésticos ou de trabalho. Os sintomas incluem vômitos, febre e diarreia.
Cão infectado em Hong Kong
Na semana passada, especialistas disseram que os donos de cães não devem se preocupar com o fato de seus animais pegarem o novo vírus de coronavírus Covid-19 – depois que autoridades do governo de Hong Kong confirmaram que um cão pequeno testou “positivo fraco” para a cepa.
De acordo com o Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação de Hong Kong (AFCD), o cão não apresentou sintomas do vírus, mas foi colocado em quarentena para exames adicionais.
Cientistas britânicos ressaltaram que foi um ato “irresponsável” tornar a notícia pública, porque não há evidências que sugerissem que o cão realmente tem o vírus, visto que é mais provável que qualquer teste positivo tivesse simplesmente detectado a presença da cepa no pelo do animal, e não na corrente sanguínea.




















