Mapa mostra localização e número de infectados por coronavírus

Aplicativo dinâmico exibe também quantidade de mortos e de pacientes curados da doença

Reprodução

atualizado 11/02/2020 15:05

Enquanto este texto estava sendo escrito, 43.129 pessoas tiveram a confirmação da infecção pelo novo coronavírus 2019-nCoV e mais de 1 mil haviam morrido. O número provavelmente aumenta a cada dia e, agora, qualquer um pode acompanhar essas informações por meio de um mapa dinâmico com dados sobre a propagação do vírus.

Criado pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, nos Estados Unidos, o aplicativo Wuhan Coronavirus Global Cases possibilita acompanhar casos de contágio e mortes por coronavírus, com localizações exatas dos registros da doença.

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Segundo a empresa americana Esri, desenvolvedora do ArcGIS (sistema de informações geográficas utilizado como base para a criação do mapa), o app viralizou desde que foi lançado, em 22 de janeiro. “É um dos aplicativos mais acessados na história do uso de nossa tecnologia”, comentou Hiran Zani, engenheiro de Soluções da Esri, em nota à imprensa.

Pelo aplicativo, de acesso público e gratuito, é possível acompanhar o número de casos de contágio e mortes ocasionados pela doença, com localizações exatas dos registros. O mapa mostra também a quantidade de pacientes recuperados da doença. As atualizações ocorrem diariamente.

De acordo com a empresa, o aplicativo reúne dados das principais fontes oficiais de informação a respeito do 2019-nCoV, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC) e a Comissão Nacional de Saúde da China. “Em casos como esse, é comum a disseminação de notícias falsas e contraditórias. Esse mapa informa o público geral, de maneira transparente, sobre total de casos confirmados, total de mortes e recuperações”, explica Zani.

A tecnologia usada no desenvolvimento do aplicativo, a GIS, é bastante utilizada no combate à disseminação de doenças. Ela é responsável por agrupar e cruzar informações oficiais com insumos geográficos. A ferramenta já foi usada na epidemia do ebola, em 2014, a segunda maior da história, que chegou a matar mais de 11 mil pessoas na África Ocidental.

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