Seu cachorro destrói o sofá? Veterinário explica o que fazer
Oferecer mordedores resistentes, criar uma caminha própria e aumentar as caminhadas protegem o móvel de ataques do cachorro

Já chegou do trabalho e encontrou seu sofá destruído pelo cachorro? O veterinário João Paulo Lacerda explica que o pet costuma fazer isso por conta do cheiro dos tutores, pela densidade da espuma e pelas diferentes texturas do tecido. Identificar se o hábito vem da troca de dentes nos filhotes, do tédio por falta de atividades ou da ansiedade de separação é o primeiro passo para evitar que isso ocorra.
Entenda
- O sofá tem o cheiro dos tutores, posição elevada e texturas atraentes para o cachorro.
- Brigar com o animal após o estrago gera medo e insegurança, e pior: não ensina o comportamento correto.
- Se a ideia é evitar que o bichinho repita o hábito, opte por brinquedos de borracha e comedouros interativos em casa. Isso ajuda a tirar o foco do móvel.
- Recompensar o cachorro ao usar a caminha cria uma referência de conforto longe do sofá.
- Caminhadas e atividades de farejamento diminuem o tédio e evitam a destruição por falta de estímulo.

Os motivos que levam o cachorro a morder o sofá
Os cães utilizam a boca para explorar o ambiente, aliviar desconfortos na gengiva e expressar comportamentos naturais da espécie. O sofá se torna um grande alvo porque tem o cheiro dos responsáveis, oferece uma posição elevada confortável para descansar e ainda conta com espuma que o permite cavar.
Quando o cachorro fica entediado ou passa longos períodos sem estímulos, o estofado vira a principal opção de entretenimento na sala. As broncas dadas após o estrago ter acontecido não funcionam, pois o animal não consegue associar a punição tardia ao ato praticado anteriormente.
“Gritar, bater ou esfregar o focinho do cão no objeto destruído pode gerar medo, insegurança e até piorar problemas de ansiedade”
João Paulo Lacerda

Alternativas de brinquedos e o treino para o cachorro
Para redirecionar a mastigação, a solução é oferecer brinquedos de borracha resistentes, comedouros interativos e mordedores específicos para o porte do animal.
Entre no canal de WhatsApp do Vida e EstiloAplicar produtos no sofá só serve para auxiliar e não resolve a causa do problema caso o pet continue sem opções de lazer. É preciso evitar objetos muito duros que provoquem fraturas nos dentes ou peças pequenas que possam ser engolidas.
O treino para direcionar o cachorro a um local próprio exige associar a caminha ou tapete a experiências agradáveis no dia a dia. O tutor deve recompensar o pet com petiscos e elogios sempre que ele utilizar o espaço de forma espontânea ou ao responder aos comandos “caminha” e “lugar”.
Essa repetição diária faz o animal reconhecer o cantinho como um ponto seguro de descanso, sem a necessidade de ser isolado da convivência familiar.

Estímulos e rotina para acalmar o cachorro
O aumento da rotina de passeios, brincadeiras de farejamento e exercícios mentais, reduz o tédio dentro de casa. Um cachorro que gasta energia física ao longo do dia apresenta menos comportamentos destrutivos.
Quando a destruição acontece apenas enquanto o pet fica sozinho, acompanhada de uivos, salivação e tentativas de fuga, o quadro pode indicar ansiedade de separação.
O professor do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) destaca a necessidade de um acompanhamento para transformar o hábito do animal: “Quando existe ansiedade de separação, apenas aumentar os passeios não resolve: é necessário um plano específico de modificação comportamental.“


