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Recorde: cão de 30 anos pode se tornar o mais velho da história
Resgatado em abrigo nos Alpes, o cão Lazare supera recorde mundial que dura quase um século; idade equivale a 160 anos humanos
atualizado
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Um spaniel continental miniatura chamado Lazare está prestes a reescrever os livros dos recordes. Com 30 anos recém-completados, o pequeno sobrevivente superou a marca histórica de longevidade canina, que não era batida desde a década de 1930. O cão, que viveu parte da vida em um santuário nos Alpes franceses após a morte de sua antiga tutora, foi adotado recentemente e agora aguarda o reconhecimento oficial do Guinness World Records.
Entenda
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O recorde: com 30 anos, Lazare supera o cachorro australiano Bluey, que viveu 29 anos e detinha o título desde 1939.
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A origem: acredita-se que o cão tenha nascido em dezembro de 1995; a idade foi confirmada pela Sociedade Protetora dos Animais (SPA) da França.
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Saúde: devido à idade avançada, o animal convive com artrite, surdez parcial, visão comprometida e uma condição que mantém sua língua para fora.
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Nova vida: após a morte de sua tutora original, Lazare passou por um abrigo e foi adotado por Ophélie Boudol, que prioriza o bem-estar do pet sobre a fama.

Uma vida de resistência nos Alpes
A trajetória de Lazare é marcada por resiliência. Após o falecimento de sua tutora original, o cão foi acolhido por um santuário localizado na região montanhosa dos Alpes franceses. Foi lá que sua idade excepcional chamou a atenção dos cuidadores. Segundo Anne-Sophie Moyon, diretora do abrigo, a equipe realizou uma investigação rigorosa nos registros do animal antes de procurar as autoridades do recorde mundial.
“Fizemos uma dupla verificação. Não há dúvidas: Lazare está com 30 anos”, afirmou Moyon em entrevista ao jornal The Times. Para se ter uma ideia da escala, a idade do spaniel corresponde a mais de 160 anos em idade humana, um feito biológico raríssimo para a espécie.
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Desafios da “super senioridade”
Como esperado de um centenário, Lazare carrega as marcas do tempo. Ele enfrenta desafios comuns à velhice extrema, como a dificuldade de locomoção causada pela artrite e a perda gradual dos sentidos. Uma de suas características mais marcantes é a língua permanentemente pendurada para fora da boca, decorrente de problemas musculares e dentários típicos da idade.
Apesar das limitações, o cão encontrou um novo lar com Ophélie Boudol. Para a nova tutora, o reconhecimento do Guinness é apenas um detalhe burocrático. “Não estou interessada nesse recorde”, declarou Ophélie, enfatizando que seu foco está em proporcionar conforto e dignidade aos dias de Lazare.
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Como ajudar seu cão a viver mais?
Embora a genética desempenhe um papel crucial em casos como o de Lazare, especialistas apontam que cuidados preventivos são fundamentais para a longevidade canina. Confira algumas dicas:
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Alimentação balanceada: dietas específicas para cada fase da vida evitam a obesidade, que é um dos principais fatores de redução da expectativa de vida.
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Check-ups frequentes: consultas veterinárias semestrais para cães idosos ajudam a detectar doenças crônicas, como problemas renais e cardíacos, ainda no início.
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Saúde bucal: o acúmulo de tártaro pode causar infecções que se espalham pelo sangue e afetam órgãos vitais.
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Estímulo mental e físico: caminhadas leves e brinquedos interativos mantêm as articulações lubrificadas e o cérebro ativo, retardando a senilidade.
