É o bicho!

Jacarés não caçam capivaras por motivo surpreendente; entenda o porquê

A convivência harmoniosa entre jacarés e capivaras chega a ser impressionante. Entenda o motivo pelo qual os répteis não caçam as roedoras

atualizado

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capivara e jacarés
1 de 1 capivara e jacarés - Foto: micsmt/Getty Images

Jacarés são conhecidos por serem animais ferozes e violentos. No entanto, você já parou para observar que eles convivem em harmonia com as capivaras? A cena é comum em rios e lagoas da América do Sul: enquanto eles descansam à beira d’água, as roedoras circulam tranquilamente por perto.

Apesar de dividirem o mesmo habitat, ataques não são frequentes — uma convivência que costuma causar estranhamento em quem observa. Para matar a curiosidade, a coluna É o Bicho! decidiu explicar o motivo por trás.

Confira!

“Aminimigos?”

A explicação não tem nada a ver com “amizade” e, sim, com estratégia. Capivaras vivem em grupo, mantêm comunicação constante por meio de sons de alerta e estão quase sempre atentas ao que está acontecendo em seu redor. Além disso, são ágeis na água, o que dificulta uma investida surpresa.

Do ponto de vista do jacaré, o comportamento também tem sentido. Caçar exige gasto de energia e envolve risco de fracasso. Diante de um animal vigilante, que se move rápido e raramente está sozinho, a tentativa pode não compensar. Na maioria dos casos, o réptil escolhe presas mais vulneráveis e de captura mais fácil.

Devido ao comportamento de ambos animais, é possível que eles convivam em harmonia

Sem disputa

Outro fator relevante é que não há disputa por alimento. Capivaras são herbívoras e se alimentam exclusivamente de vegetação, enquanto jacarés têm dieta baseada em proteínas animais. Sem competição direta por recursos, a tensão entre as espécies diminui.

Mesmo sendo consideradas dóceis, as roedoras também contam com mecanismos de defesa. Têm dentes fortes e boa mobilidade aquática, o que pode afastar possíveis predadores. Essa combinação de vigilância, vida em grupo e habilidade na água reduz as chances de ataque.

Nas áreas urbanas, a dinâmica se repete. Em parques, represas e canais com vegetação abundante e poucos predadores naturais, elas encontram refúgio e, inclusive, adaptam seus hábitos à presença humana.

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