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Iguanas “caindo do céu”: veja outras espécies que sofrem com o frio
Fenômeno das iguanas congeladas tem sido compartilhado na internet. Especialista comenta outras espécies que sofrem com o frio
atualizado
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Você provavelmente já deve ter ouvido falar no filme Tá Chovendo Hambúrguer. Para os moradores do sul da Flórida (EUA), não são hambúrgueres que têm “caído do céu”, mas iguanas. Devido as temperaturas extremas, dezenas desses animais têm aparecido nos quintais e nas vias públicas da região.
Nas últimas semanas, diversos habitantes compartilharam imagens sobre o ocorrido nas redes sociais. O fenômeno — que faz com que iguanas-verdes congeladas despenquem das árvores — levou a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida (FWC) a lançar, inclusive, uma campanha emergencial de coleta.
Mesmo sendo um acontecimento, aparentemente, comum para quem vive na região, muitas pessoas ao redor do mundo não sabiam dessa possibilidade. Pensando nisso, o Metrópoles conversou com um especialista para falar sobre outras espécies que podem sofrer com a baixa nas temperaturas.

Confira!
Espécies afetadas
João Paulo Lacerda, docente de medicina veterinária, explica que, de forma geral, todos os répteis sofrem com o frio. “Eles não conseguem regular a própria temperatura corporal como os seres humanos. Lagartos de diferentes espécies, tartarugas e serpentes, por exemplo, não toleram bem temperaturas baixas.”
Além dos répteis, o especialista ainda menciona certos roedores, como hamsters e porquinhos-da-índia, que são sensíveis ao frio. Por último, ele comenta sobre as aves de vida livre, a exemplo de pombos e periquitos.
“Dentro de casa, é importante ter atenção especial com as calopsitas, que podem facilmente adoecer em ambientes frios ou com correntes de ar. Já na criação de animais, as galinhas são extremamente frágeis a mudanças bruscas de temperatura, o que impacta diretamente na saúde e na produção”, alerta o profissional do Centro Universitário de João Pessoa.

Explicação para o fenômeno das iguanas
No caso das iguanas-verdes, a explicação científica é que, quando as temperaturas caem, elas entram em estado de torpor, o que as deixa imóveis e vulneráveis a quedas e predadores.
Jessica Kilgore, de uma empresa responsável pela remoção dos animais, afirmou que os principais agravantes são o ar frio próximo à agua e os ventos fortes, que derrubam as iguanas das árvores.
De forma geral, se não houver autorização, a posse, o transporte e o manuseio desses répteis são proibidos. No entanto, na última sexta-feira (30/1), a Comissão emitiu uma ordem temporária que permite que, mesmo sem licença, moradores capturem e transportem para os pontos indicados.
Segundo um portal norte-americano, a maioria dos animais coletados pela FWC passam por eutanásia para não sofrerem. Outra parte dessa população recolhida é transferida para cidadãos com licenças para venda legal fora do Estado.
