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Oferecer comida do próprio prato aos pets é perigoso; entenda riscos

Mesmo sendo naturais e saudáveis, muitas comidas dos pratos dos tutores podem ser perigosas para os pets. Veterinária explica riscos

atualizado

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Mulher oferecendo alimento para pet
1 de 1 Mulher oferecendo alimento para pet - Foto: Freepik

É bastante comum ver tutores de cães e gatos oferecerem comidas humanas para os pets como uma espécie de agrado. Muitos, inclusive, usam a justificativa de que “é só um pedacinho”. No entanto, mesmo em pequenas quantidades, não é saudável que os animais de estimação consumam o que está no prato do tutor.

Apesar de parecer um gesto de carinho, e ainda que seja um alimento natural, há riscos para os cães e gatos. Em entrevista ao Metrópoles, a veterinária Yeda Markowitsch explica que oferecer comidas frescas, quando preparadas da forma certa, gera benefícios. “O problema é a confusão entre alimentação natural balanceada e a comida do prato.”

A diferença

A especialista comenta que uma dieta natural de verdade é formulada por um veterinário e leva em conta as necessidades específicas de cada animal. “Ela inclui quantidades adequadas de proteínas, gorduras, aminoácidos, vitaminas e minerais. A comida do tutor, além de conter temperos e ingredientes tóxicos, é quase sempre desbalanceada.”

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É possível enxergar esse cenário em números. Segundo a Research Intelo, o segmento de comida pet natural movimentou R$ 71,15 bilhões em 2024. Isso indica que os tutores têm buscado por receitas desenvolvidas especificamente para os pets, e não por simples adaptações da alimentação humana.

Yeda alerta que embora certos alimentos pareçam saudáveis, podem causar desde sintomas gastrointestinais, até doenças graves. “O desbalanceamento nutricional e o excesso de gordura e temperos podem provocar gastroenterite, pancreatite, além de, a longo prazo, comprometer a imunidade, gerar problemas ósseos, queda de pelo até alterações renais e cardíacas.”

“O organismo do animal não foi feito para lidar com grandes quantidades de gordura. A pancreatite aguda, por exemplo, é um problema comum quando o tutor oferece carne muito gordurosa, algo que acontece com frequência em momentos de confraternização, como churrascos”, reforça a veterinária da Pet Delícia.
cachorro ao lado de comidas tóxicas
Vários alimentos comuns no prato dos tutores são perigosos para os animais de estimação

O perigo escondido no prato

A veterinária comenta sobre alguns dos alimentos comuns que podem ser perigosos para os pets. “O que faz parte da rotina alimentar humana nem sempre é seguro para eles. Alguns ingredientes bastante comuns à mesa oferecem riscos diretos à saúde dos animais.”

Confira a lista:

  • Alho e cebola: destroem os glóbulos vermelhos e podem levar à anemia hemolítica;
  • Chocolate: devido a presença da teobromina, é tóxica para o organismo de cães e gatos;
  • Café: gera estímulo excessivo, levando à convulsão e até à morte;
  • Uva e uva passa: contém taninos, que podem provocar insuficiência renal aguda;
  • Leite: muitos animais são intolerantes à lactose, oque causa gases e diarreia;
  • Gordura em excesso: pelo fato de o organismo não conseguir metabolizar, pode ocasionar pancreatite aguda.
Gato querendo uvas
Mesmo sendo uma fruta, as uvas são perigosas para os felinos

É possível preparar a comida do pet em casa?

Segundo Yeda, é sim possível preparar a comida do animal de estimação em casa, mas não no improviso. “Só é segura quando feita com acompanhamento de um médico-veterinário nutrólogo, responsável por formular a dieta de forma adequada. Sem isso, o risco de deficiência de nutrientes é muito alto.”

“O cálculo nutricional leva em conta idade, peso, nível de atividades, possíveis doenças e até características individuais dos cães  e gatos”, acrescenta.

O alerta da especialista é claro: sempre busque acompanhamento e faça a transição alimentar de forma gradual. “A introdução deve acontecer aos poucos, com planejamento e equilíbrio nutricional. Assim, o tutor consegue oferecer os benefícios da alimentação natural sem causar desconfortos gastrointestinais ao animal”, conclui.

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