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Gripe em cães: saiba os principais sinais e como funciona o contágio

Em lugares com grande aglomeração canina, os cães podem acabar contraindo a gripe; saiba como evitar o surgimento da doença

atualizado

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Imagem colorida de cachorro de máscara
1 de 1 Imagem colorida de cachorro de máscara - Foto: Getty Images

Apesar de os cães serem “fofinhos” espirrando, quando a gripe atinge o pet não tem dono que fique tranquilo. A infecção pode começar simples, mas pode acabar evoluindo para um quadro inflamatório preocupante, com sintomas como a tosse e, em casos mais graves, febre. O contágio acontece de cachorro para cachorro, quando o contato é muito próximo.

Ao tossir ou espirrar, os cães liberam no ar partículas contendo os agentes causadores da doença. Segundo o veterinário Lourenço Candido, a gripe canina é uma inflamação da traqueia e dos brônquios, causadas por agentes infecciosos. A doença é um condição provocada principalmente por vírus e bactérias que afetam o sistema respiratório dos cães.

Transmissão de um pet para o outro

Caso ou outro cachorro ou cadela esteja por perto e inale essas partículas, ou mesmo entre em contato com superfícies contaminadas (a exemplo de bebedouros, comedouros ou brinquedos), o outro se contagia por proximidade. “Até mesmo as mãos e roupas de pessoas que tocaram em um animal infectado podem transmitir”, explica o especialista.

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Quando gripados, eles podem parecer cansados
É importante ficar atento à temperatura corporal
Gripe pode trazer riscos para a pele e problemas respiratórios
O ideal é evitar o contato com outros cães doentes
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O ideal é evitar o contato com outros cães doentes

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Quando gripados, eles podem parecer cansados
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Quando gripados, eles podem parecer cansados

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É importante ficar atento à temperatura corporal
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Gripe pode trazer riscos para a pele e problemas respiratórios
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Gripe pode trazer riscos para a pele e problemas respiratórios

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Onde há mais cachorros, há também maior chance de transmissão. Candido adverte que creches, feiras e praças são espaços ideais para o aumento da propagação entre os cães. Em especial, quando os protocolos de higiene e prevenção não são seguidos à risca.

Entre os sinais mais comuns da gripe estão:

  • Tosse seca e persistente;
  • Espirros e coriza: segundo Candido, outro sinal é um corrimento nasal geralmente transparente ou amarelado/esverdeado, em casos de infecção bacteriana secundária;
  • Olhos lacrimejantes: não, o seu pet não está emocionado, ele está com secreção ocular excessiva – sintoma que também é comum em casos de gripe;
  • Febre: uma temperatura corporal que ultrapassa os 39,5ºC é um sinal forte de gripe, especialmente caso esteja acompanhada dos sintomas citados acima;
  • Letargia ou perda de apetite: o animal de estimação pode perder o ânimo para brincar, demonstrando-se excessivamente cansado. Caso você note que a quantidade de ração que o seu pet tem comido reduziu, desconfie, pois a gripe também causa perda de apetite.

Notados os sinais clínicos acima, a orientação de Candido é que o tutor procure um veterinário. Um profissional poderá examinar o animal e passar o tratamento adequado para a condição.  Quando não tratada, a gripe canina pode evoluir par a pneumonia (infecção pulmonar), condição potencialmente grave que pode exigir tratamento intensivo e hospitalização, conforme adverte o professor do curso de medicina veterinária do Centro Universitário Braz Cubas.

Como prevenir a gripe nos cães 

O primeiro passo é vacinar o seu cachorro. Candido esclarece que existem vacinas específicas contra os principais agentes da gripe canina – como o vírus Parainfluenza canina, e bactéria Bordetella bronchiseptica. É obrigatório que a aplicação siga o protocolo indicado pelo veterinário responsável pelo cão.

Tente ao máximo que o seu cão não tenha contato com outros cachorros doentes. Observe se o outro pet está tossindo ou apresentando sintomas respiratórios. “É prudente evitar encontros e brincadeiras”, alerta.

Outra sugestão do especialista é que o tutor faça uma higienização frequente de objetos e ambientes,  lavando regularmente comedouros, bebedouros, brinquedos ou camas (sempre utilizando os produtos adequados). Isso fará com que o risco de transmissão indireta seja reduzido.

Caso você tenha o costume de colocar o animal de estimação em creches ou hotéis, dê preferência aos lugares que exijam comprovação de vacinação.

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