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Gigante dos mares: maior tubarão-branco do Atlântico volta a aparecer
O tubarão-branco Contender foi identificado pela primeira vez em janeiro de 2025. Na época, media 4,2 metros e pesava 770 kg
atualizado
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O maior tubarão-branco macho já registrado no Oceano Atlântico retornou a um local conhecido próximo ao litoral da Flórida, nos Estados Unidos. Batizado de Contender, o animal emitiu vários sinais ao longo da costa da cidade de Jacksonville. O registro mais recente e oficial ocorreu em março, em águas ao norte do município.
O tubarão Contender foi identificado pela primeira vez pela organização sem fins lucrativos OCEARCH em janeiro de 2025. Desde então, ele percorreu a costa leste, passando longos períodos nas Carolinas, avançando até águas do Canadá e retornando ao sul, até a costa da Flórida.
No período em que foi encontrado, Contender media quase 4,2 metros de comprimento e tinha peso estimado em 750 quilos. Os cientistas também estimaram que o tubarão tinha cerca de 32 anos na época.

O tubarão-branco tem uma reputação temida, principalmente por ser a espécie retratada no filme Jaws, de 1975. Embora no longa o animal fosse descrito com 7,3 metros de comprimento, o maior tubarão-branco do mundo foi avistado na costa da Austrália Ocidental e media 5,9 metros. Contender tem apenas 4,2 metros, porém continua sendo um peixe enorme.
Pesquisa
John Tyminski, cientista de dados da OCEARCH, afirmou à imprensa local que Contender é uma parte valiosa da pesquisa do grupo sobre o comportamento do tubarão branco.
“Com base em algumas evidências indiretas, acreditamos que o acasalamento ocorre em algum lugar no sudeste dos Estados Unidos, no final do inverno e início do verão”, disse Tyminski. “Então, ele está nos dando algumas pistas, e vamos monitorar seus movimentos, juntamente com os de fêmeas adultas, como outra que marcamos, a Goodall, para ver se conseguimos identificar melhor a área onde eles podem estar se encontrando.”
Os tubarões raramente mordem humanos, e os ataques são, na maioria das vezes, acidentais. Biólogos marinhos afirmam que pessoas não fazem parte da dieta desses animais. Por isso, após uma mordida, eles costumam se afastar ao perceber que não se trata de uma presa habitual.
