Doença periodontal atinge 80% dos cães e é grave; saiba como prevenir
A doença periodontal é uma inflamação crônica e grave na gengiva dos cães. Veterinária alerta para riscos e como prevenir

Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), cerca de 85% dos cães desenvolvem doença periodontal ao longo da vida adulta. Muito negligenciada pelos tutores, a saúde bucal tem grande influência na qualidade de vida dos pets, tornando-se cada vez mais importante com o avanço da idade.
O principal risco, no entanto, não está escondido somente na boca. A veterinária Vanessa Barreto explica que a condição favorece uma série de processos inflamatórios e a disseminação de bactérias pela corrente sanguínea. “Está associado a alterações cardíacas, lesões renais, além de processos inflamatórios hepáticos e articulares.”
Fique atento
Para a especialista, a principal causa da doença está ligada ao estilo de vida moderno. “Ausência de uma rotina de escovação, alimentação que favorece o acúmulo de resíduos e falta de exames bucais preventivos”, ressalta. Com o passar dos anos, placas bacterianas se acumulam e causam a inflamação das gengivas.
Vanessa alerta que a avaliação visual da boca não deve ser o único método de monitoramento. A realizações de exames laboratoriais e de imagem é fundamental na prevenção.

“A remoção do tártaro (tartarectomia) é um procedimento que exige anestesia geral. Entre os principais exames pré-anestésicos recomendados estão o hemograma completo e o perfil bioquímico, que auxiliam na avaliação renal e hepática do animal. Em casos de pets idosos ou com suspeitas de sopro, exames cardíacos (como o eletrocardiograma) também são indicados”, esclarece a profissional da Dog Life.
Como cuidar?
Vale ressaltar que para combater a doença e proteger a saúde geral do pet é necessário adotar uma abordagem multidisciplinar.

Confira as orientações da especialista:
- Escovação diária: higienização frequente com escovas de cerdas macias ou dedeiras e pasta de dente de uso exclusivo veterinário.
- Uso de produtos próprios: sprays antissépticos bucais (como os que contêm eritritol, auxiliando na redução de placa bacteriana) e soluções adicionadas à água ajudam a controlar as bactérias.
- Mordedores funcionais: brinquedos de nylon, corda e petiscos específicos para a saúde oral estimulam o atrito e auxiliam na limpeza mecânica dos dentes.
- Check-up anual: avaliação cuidadosa da cavidade oral feita por um veterinário para identificar precocemente sinais de gengivite ou retração gengival.
Por último, ela chama atenção para os sinais de alerta. “Mau hálito persistente, sangramento gengival, dificuldade para mastigar, excesso de salivação e acúmulo de tártaro não devem ser ignorados, pois podem indicar o início ou agravamento da condição”, conclui.














