Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
É o bicho!

Cacatua cega e negligenciada vence prêmio inédito de terapia

Aos 41 anos, o pássaro Boo superou um passado de maus-tratos e hoje leva conforto a hospitais e escolas, fazendo história nos EUA

25/07/2026 11:26
Birds in the Dog House/ Reprodução
Cacatua cega e negligenciada vence prêmio inédito de terapia

Salvo de um passado de abandono, contrabando e cegueira, Boo, uma cacatua-de-crista-amarela de 41 anos, tornou-se o primeiro pássaro a conquistar o título de Animal de Estimação do Ano pela Pet Partners. O reconhecimento foi anunciado após o animal ser adotado e reabilitado por Amy Hurst, especialista em intervenção assistida por animais, que o transformou em uma referência nacional em terapia de apoio emocional.

A trajetória de superação começou quando Hurst, após enfrentar um câncer de mama e retomar os estudos na área de terapia animal, conheceu a cacatua em um clube de ornitologia. Na época, em estado crítico, o animal sofria com a perda de metade das penas devido a ataques de outra ave, além de viver confinado no chão de uma gaiola por estar cego e com graves problemas de peso.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Cacatua cega e negligenciada vence prêmio inédito de terapia
Amy Hurst e Boo

“Ele estava com uma aparência horrível. Faltava-lhe metade das penas. Era um desastre”, lembra Hurst sobre seu primeiro encontro com Boo.

“Ele estava cego havia 11 anos. Outro pássaro havia arrancado todas as suas penas. Ele mal tinha massa muscular. Não conseguia nem se empoleirar, pois seu peso estava muito baixo devido à cegueira e à incapacidade de se alimentar, e dormia em uma caminha de cachorro no chão de uma gaiola.”

O cenário mudou quando Hurst acolheu a ave e providenciou uma cirurgia inovadora na Universidade Estadual da Carolina do Norte para restaurar sua visão. Após se recuperar e passar por avaliações rigorosas da Pet Partners em 2025 com nota máxima, Boo passou a atuar em hospitais, escolas, asilos e centros de apoio a pessoas com deficiência e autismo.

Cacatua cega e negligenciada vence prêmio inédito de terapia
Boo

Segundo Hurst, o sucesso do animal terapêutico se deve à sua alta inteligência e capacidade de se conectar com humanos em momentos vulneráveis. O trabalho inspirou a criação do Prism Bird Program, iniciativa voltada para integrar aves no apoio a pessoas neurodivergentes e em sofrimento emocional.