Venda de ativos comprados do Master pode capitalizar BRB, afirma presidente
Em entrevista ao Metrópoles, Nelson Antônio de Souza afirmou que venda pode capitalizar o banco mas que é preciso ter paciência

Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, afirmou que nem todos os ativos comprados do Banco Master pelo BRB eram podres e que a venda deles pode capitalizar o banco gerido pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
“Tem ativo que não existe, como a carteira da Tirreno de R$ 2 bilhões e nós já contabilizados como prejuízo, Mas tem ativos que existem e nós temos que vender pelo preço de mercado”, explicou. “Mas teria que dar um tempo maior para [o BRB] poder vender sem um deságio muito grande”, completou.
Aval da União
O presidente do BRB também afirmou que surgiu outra solução para a crise. A mudança da classificação da Capacidade de Pagamento (Capag) do Governo do Distrito Federal (GDF) abre caminho para uma nova solução para socorrer o BRB, de acordo com o presidente da instituição financeira, Nelson Antônio de Souza.
Também em entrevista ao Metrópoles, Souza afirmou que com a melhora do indicador a União pode avalizar, junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o empréstimo de R$ 6,6 milhões acordado em maio deste ano — travado por falta de entendimento entre as partes.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Decorrido esse prazo, de 28 de maio pra cá, outras outras opções surgiram. Hoje, o haval soberano pode ser dado. Porque naquela época o GDF tinha Capag C e não poderia ter aval soberano, o aval da União”, explicou.
O Capag é um indicador que avalia a saúde fiscal e o risco de crédito. Este mês, o GDF anunciou que alcançou a classificação “A” após medidas de controle de gastos e a reversão da projeção de déficit das contas públicas.
“Como agora,o GDF passou a ter Capag, o aval soberano pode ser dado e esta pode ser uma solução”, afirmou o presidente do BRB. “Lógico, isso vai depender também da União”, completou.
Travas do acordo
A proposta homologada no Supremo Tribunal Federal (STF) em maio deste ano previa que o FGC concederia o empréstimo ao GDF, que faria o aporte no BRB. Em contrapartida, bancos dariam a fiança ao negócio e o GDF ofereceria como contragarantias as cotas às quais têm direito nos fundos de participação dos estados e dos municípios.
O aval dos bancos, no entanto, não veio. Questionado sobre o assunto, o presidente do BRB afirmou: “Eles [bancos] acharam que precisariam de um aspecto jurídico maior com relação à utilização dessa contragarantia e outros colocaram algumas ações pontuais que são decorrentes de relacionamentos bancários”.
Souza completou que todos os entraves apontados pelos bancos são “itens solucionáveis”















