
Dinheiro e NegóciosColunas

Transferência de R$ 9 milhões para pai de Vorcaro chamou a atenção dos investigadores
Polícia Federal destacou a transação que beneficiou o pai do banqueiro para embasar pedido de buscas e apreensões
atualizado
Compartilhar notícia

Entre as operações suspeitas elencadas pela Polícia Federal (PF) ao embasar os pedidos de busca e apreensão da segunda fase da Operação Compliance Zero está uma transferência de R$ 9 milhões para Henrique Moura Vorcaro, pai do dono do Master, Daniel Vorcaro.
O texto extraído de manifestação da Procuradoria da República de São Paulo e citado na decisão do ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que os investigadores constataram que “empresas com capital social ínfimo cediam direitos creditórios milionários para Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (“FIDCs”) vinculados ao Banco Master, bem como revelou movimentações financeiras suspeitas, incluindo uma transferência de R$ 9 milhões de um intermediário para Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Bueno Vorcaro”.
O trecho ainda destaca que a partir da análise das transações, os investigadores concluíram que “há fortes indícios de desvio de recursos e risco sistêmico ao sistema financeiro”.
No início do mês, o Metrópoles revelou que o pai do banqueiro estava à procura de compradores para sua mansão, avaliada em R$ 180 milhões, em Orlando, na Flórida (EUA).
O imóvel, com 3,5 mil metros quadrados de área construída e equipado com quadra oficial de basquete, pista de boliche e campo de futebol, foi adquirido em 2023, em uma das maiores transações imobiliárias registradas no estado à época (US$ 35 milhões).
A liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco (BC) no dia 18 de novembro de 2025. Henrique Vorcaro não está no rol de investigados pela operação Compliance Zero.
A defesa de Henrique Vorcaro reafirmou, por meio de nota, “que o empresário não tem envolvimento em operações ilícitas ou irregulares”. “O grupo liderado por Henrique, que mantém negócios sérios e detém boa reputação há mais de 40 anos, tem sido mencionado em reportagens sobre supostos fatos dos quais não tem conhecimento”, diz o texto. “O empresário e sua defesa tampouco teve acesso aos respectivos autos citados nas reportagens. É preciso destacar que o empresário está à disposição para esclarecer o que for necessário às autoridades. No entanto, tem sido sistematicamente perseguido a partir de vazamentos ilegais de documentos cujo teor simplesmente desconhece.”
