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O que se sabe sobre o ataque hacker que desviou R$ 100 milhões do BTG
Sistemas do BTG Pactual foram atacados por hackers na manhã do último domingo (22/3). Polícia Federal investiga
atualizado
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Na manhã do último domingo (22/3), por volta das 6h, o Banco Central (BC) identificou o que classificou como “atividades atípicas” em contas do BTG Pactual e alertou a instituição financeira de André Esteves.
Horas depois, o BTG confirmou ter sido alvo de um ataque hacker e suspendeu as operações por PIX. O banco não informou os valores, mas teriam sido desviados R$ 100 milhões. Dinheiro que pertenceria ao próprio BTG e estaria depositado no BC.
Os valores teriam sido transferidos para contas de diferentes instituições financeiras. Entre elas: Banco Inter; Banco do Brasil; Bradesco; Caixa Econômica Federal; PicPay, Itaú e Mercado Pago. Depois, o dinheiro teria sido convertido em criptomoedas.
A Polícia Federal (PF) foi acionada e investiga o caso. Interlocutores afirmam que o BTG conseguiu recuperar parte do valor roubado, restando entre R$ 20 e R$ 40 milhões nas mãos dos hackers.
Por meio de comunicado, o BTG destacou que “não houve acesso a contas de clientes nem exposição de dados de correntistas”. O banco também informou que iniciou, na manhã desta segunda-feira (23/3), “o restabelecimento do serviço de PIX”.
O ataque ao BTG ocorre pouco mais de seis meses depois da investida de criminosos digitais contra a C&M Software, empresa que conecta fintechs e bancos médios ao sistema PIX. Na ocasião, teriam sido roubados R$ 1 bilhão.
Um só banco teria perdido R$ 541 milhões: o BMP. Fundado pelo ex-jogador profissional de basquete Carlos Eduardo Benitez, o banco foi alvo da Polícia Federal (PF) em fevereiro deste ano. De acordo com a investigação da operação Cliente Fantasma, a instituição financeira teria “lavado” cerca de R$ 25 bilhões de organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho.
