Fusão Petz e Cobasi: Cade pede mais prazo e aponta alta complexidade
Cade chegou a aprovar a fusão alegando que a união das duas maiores empresas do setor não representava riscos à concorrência

Relator do processo que avalia a fusão da Petz e da Cobasi no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), José Levi Mello do Amaral Júnior pediu, em despacho, a ampliação do prazo para a conclusão da análise do negócio até o fim do ano. Sem a prorrogação, o período legal acabaria em 3 de outubro.
De acordo com o documento, “o referido lapso revela-se exíguo para o pleno exercício da atribuição do Tribunal, particularmente considerada a complexidade de que se reveste o caso vertente, circunstância que recomenda a realização de análise detalhada”.
A fusão chegou a ser aprovada sem questionamentos pela Superintendência-Geral do Cade. O processo, no entanto, travou após a concorrente Petlove apresentar recurso pedindo que o negócio passasse pela análise do Tribunal do Cade.
Apesar do Cade ter entendido que a fusão das duas maiores empresas do setor não representava riscos à concorrência, o recurso aponta possíveis impactos não considerados pela área técnica da autarquia, como a pressão sobre fornecedores, e, consequentemente, sobre os preços.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA preocupação foi manifestada por 31 das 35 empresas consultadas pelo Cade ao longo do processo, mas não foi registrada na avaliação final. Dentre os impactos negativos mencionados e registrados na versão pública do documento estão: o poder de barganha que a empresa combinada terá com fornecedores; queda nas vendas; monopólio de Petz e Cobasi; capacidade da empresa combinada ditar os preços do mercado; impactos nos preços de mercado; dificuldade de competir; concorrência desleal; capilaridade das lojas de Petz e Cobasi; horário estendido das lojas; elevada concentração de mercado da empresa combinada; prática de preços abusivos por Petz e Cobasi; e agressiva atuação online.





