Fruto proibido? "Morango do amor" é marca registrada por fábrica de doces
Uso indevido da marca pode ensejar medidas judiciais, administrativas ou até criminais. Confira quem é a dona do "morango do amor"

O sucesso comercial do doce batizado de “morango do amor” pode se transformar em uma grande dor de cabeça. Isso porque “morango do amor” é uma marca registrada por uma famosa fábrica de doces: a Peccin. A indústria é responsável por outros doces conhecidos, como o Trento. Mas boa parte da produção é de balas, chicletes e pirulitos.
“Morango do amor” batiza um pirulito que, assim como o doce que virou trend, tem “casquinha” e recheio mastigável (confira imagens abaixo). A marca foi registrada pela Peccin em 2010. E, por conta disso, a exploração da marca sem autorização do titular pode configurar uso indevido, sujeito a medidas judiciais, administrativas ou até criminais.
“Muita gente acredita que, por estar viralizando, o termo pode ser usado livremente. Mas no Brasil, marca registrada tem proteção legal específica, e usá-la sem autorização – especialmente em embalagens ou para vender produtos da mesma categoria – pode trazer sérios riscos”, explica Leonardo Almeida., sócio do escritório Avance Propriedade Intelectual.
A proteção de marca depende do contexto. O uso do termo “morango do amor” em títulos de vídeos, memes ou posts em redes sociais não costuma ser considerado infração, desde que não esteja vinculado à venda de produtos ou serviços protegidos pela marca registrada.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesJá no caso de uso comercial, como embalagens de doces, nomes de estabelecimentos alimentícios ou ofertas de produtos similares aos que a marca abrange, o risco é real. O processo, no entanto, só pode ser movido pela dona da marca, no caso, a Peccin. A indústria proprietária do “morango do amor” ainda não se manifestou sobre o assunto.













