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FGC vai arcar com R$ 41 bilhões de clientes do Master

Valor supera o de todos os resgates já realizados pelo fundo somados. Pedidos de ressarcimento já podem ser feitos, veja como

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1 de 1 banco.master - Foto: Divulgação

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) confirmou que garantirá os depósitos de clientes do Banco Master após o Banco Central (BC) decidir pela liquidação extrajudicial da instituição financeira. A decisão significa um aporte de R$ 41 milhões, o maior da história do sistema financeiro brasileiro, e atinge 1,6 milhão de credores.

Antes, o FGC socorreu clientes dos bancos Bamerindus, Cruzeiro do Sul e BRK. No entanto, somando os valores das três instituições financeiras, o resgate foi de pouco mais de R$ 25 bilhões – bem menos do que os R$ 41 bilhões assumidos agora pelo banco devido à liquidação do Master.

O FGC garante até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. O fundo informou que vai realizar o pagamento aos investidores que têm dinheiro em títulos do Banco Master após receber a base de informações do liquidante-administrador nomeado pelo Banco Central. Ainda não há data para que isso aconteça.

Como liquidante do Banco Master, foi nomeada a EFB Regimes Especiais de Empresas, que tem como responsável técnico Eduardo Felix Bianchini. A EFB deve enviar ao FGC uma lista das pessoas credoras, ou seja, dos investidores, e os valores a serem pagos.

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Ao todo, os policiais federais cumprem cinco mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 de busca e apreensão em cinco unidades da Federação
A deflagração da operação ocorre um dia depois de um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos, em parceria com o grupo de participações Fictor, anunciar a compra do Banco Master, com aporte inicial de R$ 3 bilhões
Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
A Operação Compliance Zero tem como alvo um esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional,  entre elas o Banco de Brasília (BRB), onde policiais fazem buscas
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Os investigados serão ouvidos pela Polícia Federal e podem responder a processos criminais e sanções administrativas do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas
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A PF também deve aprofundar a análise sobre a origem dos recursos movimentados e eventuais beneficiários finais das operações fraudulentas

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Alerta

O FGC fez um alerta informando que “não autoriza ou credencia nenhum tipo de instituição ou empresa” para intermediar qualquer tipo de acordo relativo ao recebimento de valores assegurados pelo fundo.

Conforme o FGC, o atendimento do banco para outros assuntos deve ser acionado pelos canais de comunicação da própria instituição. O fundo orienta os clientes do Master, em caso de dúvidas, a entrarem em contato por meio do e-mail atendimento credores@fgc.org.br.

Pedido de ressarcimento para pessoas físicas

  • O pedido de ressarcimento pode ser feito por meio do próprio aplicativo do FGC;
  • O primeiro passo é baixar o app FGC na loja de aplicativos e fazer o cadastro;
  • Depois que o FGC receber a lista de pessoas credoras, é necessário realizar a solicitação para o pagamento de garantia.

Pedido de ressarcimento para pessoas jurídicas

    • O representante da empresa deve solicitar a garantia do FGC pelo Portal do Investidor;
    • Depois de preencher as informações, o FGC deve enviar um e-mail com os passos necessários;
    • O pagamento é feito por transferência para uma conta corrente ou poupança, de mesmo CNPJ, em nome da empresa.

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