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Dinheiro e Negócios

Camargo Corrêa tenta, mas não consegue impedir devassa

Camargo Corrêa tentou derrubar perícia determinada pela Justiça para saber o destino do dinheiro da construtora

13/05/2025 16:14, atualizado 14/05/2025 10:02
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Divulgação/Intercement
Foto de unidade da Intercement, operação de cimento da Mover (antiga Camargo Corrêa) - Metrópoles

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou pedido da Camargo Corrêa para suspender perícia contábil nas contas da construtora. A devassa foi determinada a pedido do Bradesco, um dos maiores credores do grupo.

Há suspeitas de esvaziamento patrimonial para blindar os responsáveis e evitar o pagamento de credores e de acordos de leniência firmados no âmbito da Operação Lava Jato.

A Camargo Corrêa recorreu alegando não haver urgência na realização da perícia e apontou que uma assembleia dos credores da construtora será realizada em breve.

Relator do processo que corre na 17ª Câmara de Direito Privado, o juiz Sousa Lopes negou o pedido. Ele argumentou que a construtora “não colacionou provas suficientes a contrariar a decisão agravada”.

Como mostrou a coluna, a perícia para saber onde está o dinheiro da Camargo Corrêa foi determinada pela Justiça no dia 6 de maio.

O Bradesco alega que a Camargo Corrêa distribuiu mais de R$ 2 bilhões em dividendos desde 2015, levando o grupo à recuperação judicial, enquanto os seus acionistas continuam ricos.