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Bionexo usou dados sigilosos para roubar clientes de rival, diz polícia

Integrantes do alto escalão da gigante do software, especializada em sistemas de gestão hospitalar, foram indiciados

atualizado

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Divulgação/Bionexo
Fachada Bionexo
1 de 1 Fachada Bionexo - Foto: Divulgação/Bionexo

Quatro executivos da multinacional Bionexo foram indiciados por utilizarem dados sigilosos para roubar clientes e funcionários da empresa rival, a GTPlan. Especializadas em softwares, Bionexo e GTPlan disputam o lucrativo mercado de sistemas de gestão de hospitais e clínicas médicas.

O centro do esquema seria Paulo Cesar de Carvalho. O empresário era sócio da GTPlan, mas deixou a companhia para assumir a direção da Bionexo. Os investigadores encontraram no computador de Paulo César um e-mail com uma pasta anexa contendo contratos e propostas comerciais confidenciais assinados entre a GTPlan e todos os seus clientes, organizados em subpastas.

A Bionexo contava, ainda de acordo com os investigadores, com um grupo interno cujo objetivo era apontar os “pontos fracos” da concorrente, onde as informações confidenciais eram utilizadas indiscriminadamente.

Com os dados, o inquérito aponta que o alto escalão da Bionexo assediou empresas que tinham contrato em vigor com a GTPlan. Também entraram em contato com funcionários da rival com o objetivo de desequilibrar a concorrente.

A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) concluiu que a conduta foi intencional, motivada por ambição financeira e profissional, com indiferença aos prejuízos.

Paulo César foi indiciado por divulgação de segredo, concorrência desleal, invasão de dispositivo informático e associação criminosa. O CEO, o vice-presidente e o presidente do conselho da Bionexo também foram indiciados. A eles foram atribuídos os crimes de divulgação de segredo, concorrência desleal e associação criminosa.

Em nota, a Bionexo afirmou que “tomou conhecimento de denúncias de natureza criminal apresentadas por um concorrente e ex-fornecedor — já condenado por violação de propriedade intelectual da própria Bionexo — que deram origem a procedimentos atualmente sob segredo de justiça”.

“A empresa nega veementemente qualquer prática ilícita e reafirma que é titular de 100% da propriedade intelectual de suas soluções tecnológicas. Em respeito ao sigilo legal, a Bionexo não pode detalhar peças ou atos processuais. Ainda assim, é seu dever esclarecer o essencial: as acusações são uma clara tentativa de atacar a reputação da empresa e seus executivos em um ato desesperado diante das inúmeras derrotas judiciais que vem experimentando tanto na Justiça Federal quanto na Cível”, continua o texto.

O texto segue: “Por isso, a Bionexo já protocolou petições junto ao Ministério Público apontando irregularidades e vícios no procedimento e aguarda providências cabíveis enquanto segue apresentando fatos, documentos e perícias que comprovam a total lisura de suas operações”.

“A Bionexo também repudia veementemente a divulgação de conteúdos parciais ou descontextualizados sobre matéria sujeita a segredo de justiça — prática que viola a lei, confunde a opinião pública e deturpa a verdade dos fatos. Em decisão recente, o Poder Judiciário concedeu liminar determinando que a concorrente cesse imediatamente a veiculação de informações e o compartilhamento de peças do inquérito policial em questão, sob pena de multa de R$ 100.000,00 por ato de descumprimento. A decisão também autoriza a Bionexo a divulgar esclarecimentos aos seus clientes e ao mercado.”

“Por fim, a empresa reitera seu compromisso com a legalidade, a transparência e a ética. Há 25 anos, com mais de 9 mil clientes e um histórico sólido de inovação responsável, a Bionexo atua dentro da concorrência leal e das melhores práticas de compliance. Seguiremos colaborando com as autoridades competentes e confiamos que os fatos serão restabelecidos com celeridade e justiça, nos termos do devido processo legal”, conclui.

 

 

 

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