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Dinheiro e Negócios

A guerra de acionistas na recuperação judicial das Casas Bahia

Enquanto plano de recuperação de R$ 17,3 bilhões segue sob escrutínio da Justiça, acionistas brigam na Justiça

30/09/2026 19:20
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
A guerra de acionistas na recuperação judicial das Casas Bahia

O pedido de recuperação judicial do Grupo Casas Bahia deflagrou uma intensa disputa entre acionistas minoritários, investidores e credores debenturistas em torno do plano de reestruturação e da governança da companhia.

A principal batalha trata da conversão de debêntures em ações. Acionistas minoritários acionaram a Justiça de São Paulo para suspender a conversão em ações de cerca de R$ 703 milhões em debêntures. Os minoritários alegam risco severo de diluição acionária e privilégio indevido aos debenturistas frente aos demais credores.

Na última terça-feira (29/9), o Ministério Público de SP emitiu parecer dando suporte ao pedido dos minoritários para suspender a conversão dos papéis, sustentando que todos os créditos devem permanecer submetidos às regras gerais do processo de recuperação judicial.

Com a escalada da briga e a oscilação das ações do grupo na B3, a administração das Casas Bahia aprovou a inclusão de uma cláusula de poison pill no estatuto para evitar tentativas de tomada hostil do controle.

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Em paralelo à disputa com os debenturistas e enquanto a Justiça avalia o plano de recuperação judicial apresentado, a Casas Bahia enfrenta um impasse milionário com o GPA (Grupo Pão de Açúcar) referente a dívidas cruzadas originadas do período de associação da antiga Globex/Ponto Frio.

As Casas Bahia acionaram a Justiça com o pedido de recuperação judicial em agosto com uma dívida de R$ 17,3 bilhões. O plano segue sob escrutínio, ainda sem uma definição do Judiciário.