Vorcaro também citou apoio de ministros à venda do Master. PT votou contra
Banqueiro afirmou ter apoio à venda do Master ao BRB de ala do governo composta por dois ministros e Jacques Wagner

Daniel Vorcaro considerava ter o apoio de dois ministros do governo Lula (PT) à compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) quando a negociação foi tema de votação na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em agosto do ano passado.
Nesta sexta-feira (9/10) o site Fatos Online revelou que Vorcaro teria acionado o presidente do PT, Edinho Silva, para impedir que deputados petistas obstruíssem a votação. A proposta foi a plenário e passou com os votos contrários do PT, do PSol e do PSB. Edinho nega o suposto diálogo.
Como revelou a coluna Igor Gadelha em julho, um relatório da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner mostra um diálogo de 19 de agosto de 2025 entre Vorcaro e um jornalista, a respeito de uma matéria que citava a rejeição do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), à proposta.
Na conversa, o banqueiro disse que “há outra ala do governo a favor” e, questionado sobre nomes, listou o então ministro da Casa Civil, Rui Costa (PSD), o então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PSD) e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD).
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNesta sexta veio à tona uma troca de mensagens entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, também em 19 de agosto de 2025. “Tem uma orientação do PT Nacional de obstruir a votação”, disse Paulo Henrique em texto em enviado para Vorcaro. Logo em seguida, o presidente do BRB questionou: “O presidente Lula apoia ou não a operação”.
Vorcaro respondeu: “Vou acionar a turma”. PH, então, disse: “Essa é a maior disputa aqui”. O banqueiro respondeu novamente: “Edinho avisado, disse que vai atuar”.
O texto que autorizava a aquisição de 49% das ações ordinárias do Banco Master e 100% das ações preferenciais do capital social pelo BRB foi aprovado com 15 votos favoráveis (inclusive dos deputados do PSD, partido de Silveira) e sete contrários. A transação acabou barrada pelo Banco Central.

