
Prefeitura de SP diz que avisou empresas no sábado sobre frota na rua
Prefeitura pretendia descumprir regra de 100% da frota na rua, recebeu ordem judicial na sexta e informou empresas no sábado
25/10/2026 14:12, atualizado 25/10/2026 15:00

A prefeitura de São Paulo nota neste domingo (25/10), após a coluna Demétrio Vecchioli mostrar que mais de 28% dos ônibus municipais estarem estacionados nas garagens, relatando que informou na tarde de sábado (24/20) às empresas de ônibus sobre a necessidade de deixar 100% da frota em operação durante o segundo turno.
“A Prefeitura de São Paulo informa que, seguindo determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, encaminhou comunicado ontem, dia 24, para todas as empresas de ônibus da cidade. O comunicado foi feito logo em seguida à determinação do TRE”, disse a gestão Ricardo Nunes. Também foi encaminhado o ofício enviado às concessionárias, assinado às 13h59.
“Considerando determinações do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (…), todas as linhas do sistema deverão operar no referido dia com frota e programação estabelecida para os dias úteis. Ressaltamos que, ainda conforme determinação da referida autoridade, deverá haver a alocação estratégica e periférica com reserva técnica operacional de, no mínimo, 10% prioritariamente aos terminais e linhas que atendem às áreas de alta vulnerabilidade social e periféricas (zonas leste, sul e norte)”, é o que diz o documento.
A gestão Ricardo Nunes alega que enviou o ofício, na tarde de sábado, tão logo foi notificada da decisão do juiz eleitoral Tiago Ducatii Lino Machado, tornada pública às 21h30 de sexta-feira.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesMembro do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte e diretor executivo do Instituto Pólis, Rodrigo Faria Iacovini pediu na sexta-feira que a prefeitura mantivesse 100% da frota em operação neste domingo e contou à coluna que os relatos das garagens é que a ordem para os motoristas trabalharem hoje chegou já ontem à noite.
A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que tem trabalhado ativamente pela eleição de Flávio Bolsonaro (PL) e é acusado de assédio eleitoral, anunciava que manteria no segundo turno o mesmo esquema do primeiro turno, com frota equivalente a um sábado. Na sexta, a Justiça do Trabalho proibiu a gestão municipal de coagir eleitores.
