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Homem que agrediu mulher no metrô é acusado de ameaçar matar outra mulher

Justiça concedeu medida protetiva contra Diogo Freire Estevão, que teria dito ter armas e que iria matar mulher que brigou com a esposa

18/10/2026 21:51
Homem que agrediu mulher no metrô é acusado de ameaçar matar outra mulher
Homem que agrediu mulher no metrô é acusado de ameaçar matar outra mulher

Diogo Freire Estevão, o bolsonarista que foi gravado dando dois socos em uma mulher no metrô de São Paulo neste domingo (18/10), é investigado por outro caso de violência contra mulher. Na última terça-feira (12/10), o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva contra ele.

De acordo com a sentença obtida pela coluna, uma mulher relatou que teve um desentendimento com Lêda Teixeira Freire, esposa de Diogo, e as duas começaram a se ofender mutuamente quando se encontraram em um supermercado de Vargem Grande Paulista (SP). A troca de xingamentos (provocada porque uma deixou de convidar outra para um café) logo virou briga física.

Essa mulher alega que, depois da briga, passou a receber ligações de Diogo, que teria dito que ela não sabia com quem estava mexendo e que irá “foder” ela. “Durante a ligação, Diogo informou que se encontrar a declarante nos locais que ela frequenta, ele irá arrebentá-la e matá-la, inclusive, ele fez menção de possuir arma de fogo“, diz a sentença. O áudio da ligação foi anexado ao processo.

Segundo o relato do marido da vítima, Diogo disse que gastaria o dinheiro que fosse para “foder” com a vida deles. “Acrescenta que Diogo reiteradamente afirmava possuir uma arma de fogo, bem como dizia que o casal havia tido sorte de não ter sido encontrado por ele, pois, caso os tivesse localizado, teria dado uma bosta, afirmando ainda que ambos estariam mortos”, continua a sentença.

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Em julho, Diogo teria ido às 5h até uma academia de Vargem Grande e proferido novas ofensas e ameaças de morte contra as vítimas, sendo necessária a intervenção de seguranças do estabelecimento e da Polícia Militar. Desde então, Diogo estaria proibido de entrar na academia.

A decisão da Justiça de Vargem Grande Paulista, da última segunda-feira, proíbe Diogo de se aproximar das vítimas, de seus familiares e testemunhas, de frequentar os locais de trabalho e demais endereços mencionados nos autos, e de manter contato com os ofendidos por qualquer meio.

A coluna procurou Diogo para que ele comentasse a decisão e foi orientado a falar com o advogado dele, que não respondeu aos contatos.