
Manifestantes acusam bolsonaristas de agressão após atos simultâneos em SP
Cidade de São Paulo recebeu atos pró-Lula e pró-Flávio neste domingo (18/10). PM mobilizou policiamento especial para evitar conlitos

São Paulo — Relatos publicados nas redes sociais acusam manifestantes bolsonaristas de agressão contra adolescentes e mulheres neste domingo (18/10). A cidade de São Paulo recebeu, simultaneamente, um ato convocado por Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista e outras manifestações em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em diferentes bairros. Segundo o balanço mais recente da Polícia Militar (PM), não houve registro de incidentes.
Uma das publicações alega que uma mulher foi agredida física e verbalmente dentro da estação Butantã da linha 4-Amarela do Metrô (veja a seguir), na zona oeste da cidade. Segundo o relato, a mulher estava de vermelho, mas sequer participava de manifestações. A gravação ainda mostra uma tentativa tímida de policiais militares de conter a agressão.
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Em nota enviada ao Metrópoles, a Motiva, responsável pela operação da linha 4-Amarela, informou que os envolvidos foram atendidos sem ferimentos, e que nenhum deles quis registrar boletim de ocorrência.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP“A concessionária repudia todo e qualquer ato de violência, lamenta o episódio e está à disposição das autoridades para esclarecimento dos fatos”, acrescenta o comunicado.
Outra postagem mostra uma confusão entre um homem e mulheres na estação Pinheiros da linha 9-Esmeralda, operada pela ViaMobilidade. Ele foi contido por uma segurança. O vídeo foi compartilhado pelo Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), que falou em um “ataque bolsonarista”.
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Em relação a essa ocorrência, a ViaMobilidade, em nota, informou que agentes “atuaram prontamente para conter um desentendimento” entre os dois clientes, e que atendimento de primeiros socorros e encaminhamento à delegacia para registro de um boletim de ocorrência foram oferecidos aos dois, mas ambos foram rejeitados pelas partes.
A concessionária reiterou, também nesse caso, que repudia atos de violência e que lamenta o episódio.
Há também um relato que mostra bolsonaristas agredindo e hostilizando um grupo de jovens na Avenida Paulista.
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Uma quarta postagem mostra ainda uma confusão que, segundo o relato, teria começado após “infiltrados” tentarem depredar a entrada de uma estação de metrô na avenida. Eles teriam sido retirados do local pelos bolsonaristas.
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As publicações, no entanto, não explicam o ocorrido e não informam como as agressões iniciaram. O Metrópoles procurou a PM, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Metrô. Com exceção da Motiva, que enviou o comunicado incluído anteriormente no texto, não houve resposta das outras entidades até o momento. O espaço está aberto para manifestações.
Policiamento reforçado para atos simultâneos
A PM mobilizou equipes para pontos estratégicos devido aos atos simultâneos neste domingo (18/10). Entre autoridades e manifestantes, havia preocupação de que os grupos pudessem se encontrar no trajeto ou em áreas próximas aos eventos.
O policiamento contou com policiais mediadores, policiamento de trânsito e outras unidades mobilizadas “para garantir a segurança dos participantes e de todos que circulam pelas regiões”. A corporação também disse ter participado de reuniões com os organizadores de ambos os movimentos, além dos órgãos municipais e estaduais.

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Ver todas“A Polícia Militar reafirma seu papel de garantidora de direitos e promotora da democracia, atuando para assegurar o exercício dos direitos de reunião e livre manifestação de ambos os grupos, preservar a ordem pública e proteger o Estado Democrático de Direito”, disse a corporação.
Flávio Bolsonaro convocou uma manifestação na Avenida Paulista. O ato é uma resposta à caminhada promovida por Lula na mesma avenida na semana passada. Segundo a campanha petista, cerca de 1 milhão de pessoas estiveram presentes.
Além de Flávio, também participaram neste domingo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Apoiadores de Lula, por sua vez, apostaram em atos descentralizados e espalhados pela cidade. O principal deles aconteceu no Largo da Batata, região da Avenida Faria Lima, sem o apoio oficial do PT. Também estão previstas concentrações, a partir das 15h, no Grajaú, zona sul; no Centro Cultural Nova Cachoeirinha, zona norte; e na Praça Brasil, em Itaquera, zona leste. Às 17h, corinthianos organizaram uma concentração no Largo da Banana, na Barra Funda, zona oeste.
Conforme publicado pelo Metrópoles, na coluna Demétrio Vecchili, a manifestação petista estava inicialmente marcada para o Vale do Anhangabaú, no centro da cidade, mas acabou cancelada. Sem ato oficial, houve um movimento de apoiadores de Lula para “segurar” o Largo da Batata e evitar conflitos com bolsonaristas ou casos de vandalismo.
