Vida glamourosa com um fim trágico: conheça a história da princesa Margaret
Margaret teve uma vida cheia de altos e baixos, porém algo é inegável: com uma beleza estonteante, a princesa deixou sua marca na monarquia

A princesa Margaret teve uma trajetória de vida bastante interessante e repleta de extravagâncias. Irmã mais nova da rainha Elizabeth II, foi uma figura marcante da monarquia britânica. Conhecida por sua beleza e seu gosto pela boêmia, a duquesa de Snowdon era filha do rei George IV e da rainha Elizabeth, conhecida como “a rainha mãe”.
Deslumbrante, Margaret era chamada por muitos de “a rebelde real” e “a rainha das sombras”, especialmente por sua maneira de aproveitar a vida. Para Elizabeth II, a princesa era apenas sua irmã mais nova, “Margot”. As duas eram muito próximas e amadas pelos pais. O rei George IV descreveu suas filhas como fonte de alegria e orgulho para ele.
“Lilibet (apelido carinhoso de Elizabeth II) é meu orgulho; Margaret é minha alegria”, afirmou o então rei.

“O dever acima de si mesma”
Segundo o biógrafo real Andrew Morton, Margaret era uma pessoa que compreendia a rainha de uma maneira que ninguém mais conseguia. Autor de Elizabeth e Margaret: O Mundo Íntimo das Irmãs Windsor, o biógrafo afirmou que “elas se conheciam intimamente desde o dia em que nasceram. Existe uma intimidade única entre duas irmãs criadas juntas, criadas na realeza juntas, que é absolutamente fascinante.”
Representada na série The Crown da Netflix, a princesa escolheu o dever em real em vez do casamento com o divorciado Peter Townsend, em 1955, e seguiu seu caminho com as responsabilidades reais acima de suas preferências.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Margaret colocou o dever acima de si mesma”, afirmou Morton.
Ao longo da vida, a princesa desempenhou um papel importante no trabalho público da família real britânica, e manteve sua lealdade à Elizabeth II.
Infância de Margaret na realeza
A princesa foi educada dentro de casa, ao lado de sua irmã, a então princesa Elizabeth. Aprendeu a andar de cavalo, a nadar e tornou-se uma habilidosa jardineira. Desde pequena, Margaret demonstrou imenso interesse pela música, e teve aulas de piano aos 4 anos, além de, posteriormente, ter se tornado uma pianista de mão cheia.

Em 1937, ela ingressou nas Brownies, uma organização juvenil voltada para meninas e jovens mulheres no país. Assim que atingiu a idade apropriada, alistou-se nas Guias. A princesa sempre manteve fortes laços com o movimento escoteiro. Até sua morte, Margaret atuou como presidente e diretora do Conselho da Associação das Guias.
Aos 5 anos, a irmã de Elizabeth II assistiu ao Jubileu de seus avós, o rei George V e a rainha Mary. Pouco tempo depois, esteve presente em sua segunda grande ocasião de Estado, a coroação de seus pais na Abadia de Watminster. A princesa começou a cumprir compromissos públicos desde muito cedo em sua vida.
Casamentos turbulentos
Assim como foi retratado na série The Crown, Margaret viveu um romance com o Capitão Peter Townsend, escudeiro do rei George VI. Ao que se sabe, a probabilidade maior é que esse relacionamento tenha começado quando ela ainda era adolescente e ele já casado com dois filhos.
Em Ma’am Darling: 99 Glimpses of Princess Margaret, de Craig Brown, o autor revelou que a princesa e Townsend podem ter começado a ter um caso quando ela tinha aproximadamente 17 anos e ele, 32. No início desse mesmo ano, Townsend acompanhou a família à África do Sul, com a função de cuidar de Margaret. De acordo com informações divulgadas pela revista People, a princesa afirmou ter se apaixonado nesta viagem.
“Cavalgávamos juntos todas as manhãs naquele país maravilhoso, com um clima incrível. Foi aí que me apaixonei de verdade por ele”, afirmou ela.
Em 1952, Townsend divorciou-se da esposa e em 1953 pediu a princesa Margaret em casamento. Ela aceitou o pedido, entretanto, segundo a Lei de Casamentos Reais de 1772, a rainha Elizabeth II também precisaria dar sua permissão. A monarca recomendou que a princesa esperasse até completar 25 anos, idade em que ela não precisaria mais da permissão. Contudo, o parlamento britânico não aceitou o pedido de casamento de Margaret, o levou ela a ter que escolher entre as responsabilidades da realeza e o amor.
Em 1955, a princesa fez um comunicado à BBC Radio afirmando sua posição diante da escolha que tinha que fazer.
“Eu tinha consciência de que, desde que renunciasse aos meus direitos de sucessão, poderia ter sido possível contrair um casamento civil. Mas, atenta ao ensinamento da Igreja de que o casamento cristão é indissolúvel, e consciente do meu dever para com a Comunidade Britânica, resolvi colocar essas considerações acima de quaisquer outras”, disse Margaret.
Townsend seguiu sua vida e em 1959 casou-se com Marie-Luce Jamagne. Posteriormente, a princesa também entrou em outro relacionamento.

Em fevereiro de 1960, segundo o portal oficial da família real britânica, a rainha Elizabeth II anunciou a aprovação do noivado de sua irmã mais nova, Margaret, com o Sr. Antony Armstrong-Jones, um fotógrafo da alta sociedade. Em 6 de maio, eles se casaram na Abadia de Westminster e passaram a lua de mel nas Índias Ocidentais. Armstrong foi o primeiro plebeu a casar-se com um membro da família real em mais de 400 anos.
Em 1961, o marido de Margaret, Sr. Armstrong-Jones, foi nomeado conde de Snowdon e visconde Linley. O casal teve dois filhos, David Albert Charles e Lady Sarah Frances Elizabeth. O casamento da princesa com o conde foi dissolvido em 1978.
Uma juventude cheia de extravagâncias
Na casa dos 25 anos, a princesa começava suas manhãs com o café na cama e passava horas lendo jornais, fumando vários cigarros e ouvindo rádio. Em seguida, tomava um banho longo que havia sido preparado por sua dama de companhia. Feito isso, era o momento da maquiagem e cabelo ao meio-dia. A princesa tinha o costume de tomar um drinque de vodca para se animar.
Segundo a revista Vogue, Margaret “tentou combinar o ato de fumar e beber colando caixas de fósforos em copos para poder acender fósforos enquanto bebia”. Apesar disso, ela conseguiu abandonar o vício no cigarro e na bebida.
Na época em que Margaret ainda era casada com Armstrong-Jones, o casal era conhecido por suas festas fabulosas no Palácio de Kensington, que contaram, até mesmo, com a presença dos Beatles e do ator Peter Sellers.

Um ponto final trágico
Nos últimos anos de vida, a princesa teve problemas sérios de saúde. Em fevereiro de 1998, Margaret sofreu um AVC leve enquanto estava em sua casa de férias, em Mustique. Um ano depois, ela sofreu queimaduras graves nos pés em um acidente que aconteceu no banheiro. O ocorrido afetou a mobilidade da princesa, o que a fez precisar de apoio para caminhar, e até mesmo utilizar a cadeira de rodas. Nos anos seguintes, em 2000 e 2001, os médicos diagnosticaram novos AVCs.
Os compromissos públicos de Margaret se limitaram por conta de sua saúde frágil. Apesar dessas complicações, ela continuou, sempre que possível, a apoiar muitas de suas organizações.
Em dezembro de 2001, a princesa fez sua última aparição pública nas celebrações do centenário da princesa Alice, duquesa de Gloucester.

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