Legado fashion de rainha Elizabeth II ganha retrospectiva inédita
Exposição revela o guarda-roupa que marcou a monarquia britânica no ano em que a rainha Elizabeth II celebraria seu centenário

Dona de uma elegância reconhecível e altamente simbólica, o visual da rainha Elizabeth II consolidou-se como um dos grandes símbolos da monarquia britânica. Agora, no ano em que celebraria seu centenário, o estilo da soberana ganha uma grande retrospectiva em Londres, reunindo mais de 300 peças usadas por ela ao longo da vida.
Vem saber mais!

O acervo de Elizabeth II
Em cartaz na The King’s Gallery, no Palácio de Buckingham, a mostra reúne roupas, joias, chapéus, sapatos e acessórios do arquivo pessoal da monarca, além de croquis inéditos e amostras de tecidos. A exposição permanecerá aberta ao público até 18 de outubro de 2026.



O acervo, composto majoritariamente por itens nunca antes exibidos, inclui os colares usados pela rainha em seu casamento, uma tiara apresentada ao público pela primeira vez e objetos de infância. Outro destaque inusitado é o vestido utilizado pelo dublê da rainha nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, que pulou de paraquedas na abertura do evento.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesLooks do cotidiano
Para além da figura institucional, a exposição revela também um lado mais íntimo de Elizabeth II, ao apresentar peças do cotidiano usadas fora de compromissos oficiais. Entre as criações exibidas, aparecem nomes como Burberry, Angela Kelly e Hardy Amies.


Destaques do estilo da monarca
Na década de 1940, o visual de Elizabeth II foi fortemente influenciado pelo New Look, de Christian Dior. A silhueta se destacava pela cintura marcada, ombros suaves e saias volumosas.

Já em 1947, o designer britânico Norman Hartnell foi responsável por elaborar o vestido de casamento da monarca. O profissional apresentou onze croquis de noiva no total; o escolhido continha padrões florais bordados em pérolas, inspirados pela Primavera, de Botticelli.
A temática de primavera foi escolhida para simbolizar renascimento e renovação após a Segunda Guerra Mundial.



Outro grande destaque do guarda-roupa da britânica eram os trajes usados em viagens internacionais. A partir das necessidades especificadas pela rainha, costureiros e chapeleiros criavam looks cheios de significados. O objetivo era transmitir mensagens às pessoas do pais visitado, por meio de cores, detalhes e emblemas nacionais.
Tecidos resistentes a amassados, barras ponderadas para evitar movimento excessivo e modelagens confortáveis eram essenciais para longas agendas diplomáticas.









































