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Apuração pelo Brasil

Claudia Meireles

Valentine's Day: entenda por que os EUA celebram o amor em outra data

A celebração do Valentine's Day acontece neste sábado (14/2); saiba por que há diferença da data para o Dia dos Namorados no Brasil

14/02/2026 02:00, atualizado 14/02/2026 09:02
Getty Images
Valentine’s Day: entenda por que os EUA celebram o amor em outra data

Neste sábado (14/2), boa parte do mundo comemora o Valentine’s Day, ou Dia de São Valentim – uma data instituída em 496 d.C. pelo papa Gelásio I, para celebrar o amor e, sobretudo, honrar a luta de São Valentim, padre católico que implementou um verdadeiro “motim” contra o Império Romano para acabar com o boicote ao casamento dos soldados no século III.

Esse enredo repleto de reviravoltas e decisões apaixonadas não tem nada a ver com a implementação do Dia dos Namorados no Brasil. A celebração do amor no país tropical acontece só em 12 de junho. O motivo? Uma decisão puramente comercial, proposta pelo publicitário João Doria – pai do ex-governador de São Paulo, João Doria Jr. – para instigar o consumo em um período de baixas vendas.

Aprofundando no tema, a coluna Claudia Meireles trouxe detalhes da história por trás de cada uma dessas efemérides. Confira:

Conheça a origem da celebração do Valentine’s Day

Embora o Dia dos Namorados traga consigo todo um simbolismo romântico, o 14 de fevereiro – data oficial declarada pelo papa Gelásio – foge um pouco dessa ideia encantadora de flores e corações.

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A tradição homenageia um padre conhecido por Valentim. Ele se tornou mártir ao desafiar uma decisão do imperador Cláudio II, que havia banido os casamentos para jovens soldados. Segundo a história, o imperador acreditava que homens casados, distraídos com o amor, não rendiam o mesmo nas batalhas.

Getty ImagesImagem colorida de cruz em topo de igreja, aparece céu azul com poucas nuvens ao fundo - Metrópoles
No século III (cerca de 270 d.C.), Valentim, um sacerdote cristão em Roma, realiza casamentos secretos contrariando o imperador Cláudio II, que havia proibido uniões para jovens soldados

Diante desse cenário desfavorável à união, Valentim se manteve firme na crença de que o casamento fazia parte dos planos divinos e era essencial para dar sentido à existência. Por isso, começou a celebrar casamentos secretos entre os soldados.

Mas, claro, não demorou para Cláudio descobrir a “revolução”. Como punição, Valentim foi preso e condenado à morte em 270 d.C. Dois séculos depois, o papa Gelásio instituiu o Dia de São Valentim, transformando o padre em símbolo do amor e canonizando-o como santo.

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Em boa parte do resto do mundo, o Dia dos Namorados é comemorado em 14 de fevereiro, Dia de São Valentim

Outro detalhe curioso é que a data cristã também surgiu como contraponto à tradição pagã da Lupercalia – uma celebração à fertilidade que acontecia em fevereiro e marcava a chegada da primavera no Hemisfério Norte.

Dia dos Namorados no Brasil

Hispanolistic/Getty ImagesHomem latino-americano surpreende mulher com um presente enquanto comemora o Dia dos Namorados em um restaurante
Dia dos Namorados foi criado em São Paulo pelo publicitário João Dória para vender mais em junho

Já por aqui, o enredo é bem diferente – nada de perseguição religiosa, mas sim uma busca por consumidores dispostos a gastar. O dia 12 de junho, que marca o Dia dos Namorados no Brasil, nasceu de uma ideia publicitária em São Paulo.

Em 1948, o publicitário João Doria recebeu a missão de impulsionar as vendas de uma loja de roupas e acessórios femininos durante o mês de junho, tradicionalmente fraco para o comércio.

Analisando o calendário, Doria percebeu um “vazio” de datas comemorativas e decidiu criar uma campanha focada no amor. Para isso, usou como referência o santo casamenteiro, Santo Antônio – celebrado em 13 de junho – e lançou a proposta de comemorar o amor na véspera da figura religiosa.

Reprodução/ Getty ImagesImagem colorida de escultura de Santo Antônio. Metrópoles
Santo Antônio ficou conhecido, entre outras coisas, como santo casamenteiro

Com direção de arte de Frits Lessin, a campanha publicitária foi ao ar com o slogan “não é só com beijos que se prova o amor.” A ideia era clara: incentivar os apaixonados a darem mais do que afeto e investirem em presentes para marcar a ocasião.

O sucesso foi tanto que a Associação Paulista de Propaganda elegeu a ação como a melhor do ano. A data, que começou em São Paulo, logo ganhou o restante do país – e, anos depois, se consolidou como uma celebração nacional do amor.

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