
Claudia MeirelesColunas

Sydney Sweeney reage a apelido “Barbie MAGA” e se afasta da política
Sydney Sweeney afirma não ser uma pessoa política, critica rótulos impostos on-line e diz como acabou ampliando a polarização após polêmicas
atualizado
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Sydney Sweeney voltou a se posicionar publicamente sobre o apelido “MAGA Barbie”, usado por internautas para associá-la à direita americana nos últimos meses. Em entrevista à Cosmopolitan, publicada nessa quinta-feira (29/1), a atriz de Euphoria falou abertamente sobre o desgaste provocado por projeções políticas que, segundo ela, não refletem quem é nem o motivo pelo qual escolheu seguir carreira artística.
“É alguém me atribuindo algo, e eu não posso controlar isso”, afirmou. “Eu sei quem eu sou. Sei o que defendo.”

Uma imagem pública tomada pelo debate político
Aos 28 anos, Sweeney se tornou um dos rostos mais reconhecíveis de Hollywood na nova década, mas também passou a ser alvo frequente de leituras ideológicas sobre sua aparência, escolhas profissionais e silêncio político. Para a atriz, o problema central está na tentativa de transformar figuras da cultura pop em símbolos partidários, mesmo quando elas não se colocam nesse papel.
“Nunca estive aqui para falar de política. Sempre estive aqui para fazer arte”, disse. “Essa não é uma conversa na qual eu queira estar no centro.”
Segundo Sweeney, justamente por não se posicionar de forma explícita, parte do público passou a preencher esse vazio com suposições. “As pessoas querem ir além e me usar como um peão”, avaliou.
O dilema de responder, ou não, às acusações
Na entrevista, a atriz explicou por que raramente corrige informações falsas ou rótulos que circulam a seu respeito. Para ela, qualquer reação acaba sendo usada contra si.
“Se eu digo ‘isso não é verdade’, vão dizer que estou falando isso só para parecer melhor. Não tem como ganhar. Nunca tem como ganhar”, afirmou.
A postura, no entanto, cobrou um preço emocional. Sweeney revelou que precisou reduzir drasticamente o contato com comentários e debates on-line para preservar a saúde mental.
“Definitivamente, não é confortável ouvir pessoas dizendo o que você pensa ou acredita quando isso não se alinha com quem você é. Chegou a um ponto que não é saudável.”
A campanha que foi o estopim da controvérsia
O debate em torno da imagem pública da atriz ganhou força em 2025, após a campanha “Sydney Sweeney Has Great Jeans”, da American Eagle. No comercial, Sweeney faz um jogo de palavras entre jeans e genes, explicando que características físicas são herdadas geneticamente.
A peça publicitária foi alvo de críticas severas, com acusações de que o discurso poderia sugerir valores eugenistas ao exaltar atributos associados a um ideal branco, loiro e de olhos claros. Internautas chegaram a classificar o vídeo como “propaganda nazista”, e a campanha se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes à época.
Apoio político inesperado e escalada do rótulo
A polêmica se intensificou quando figuras da direita americana, incluindo o então presidente Donald Trump e seu vice, JD Vance, saíram em defesa da campanha.
Trump declarou publicamente que “adorou” o comercial, citando o fato de Sweeney ser uma republicana registrada.
Meses depois, veio à tona que a atriz é registrada como republicana desde junho de 2024 — informação pessoal que passou a ser usada como justificativa para o apelido “Barbie MAGA”, mesmo sem declarações políticas diretas da atriz.
Em entrevista à People, em dezembro, Sweeney afirmou ter ficado “honestamente surpresa” com a repercussão.
“Não apoio as visões que algumas pessoas escolheram conectar à campanha. Muitos rótulos e motivações atribuídos a mim simplesmente não são verdadeiros.”

Silêncio, reação tardia e polarização
Com o tempo, a atriz passou a rever sua estratégia de não responder às controvérsias. Segundo ela, o silêncio acabou produzindo o efeito contrário ao desejado. “Percebi que meu silêncio acabou ampliando a divisão, em vez de encerrá-la.”
Ainda assim, Sweeney reforça que não pretende se tornar uma voz política.
“Eu não sou uma pessoa política. Estou nas artes. Não estou aqui para falar de política. Não é por isso que me tornei quem sou.”
Ela também fez questão de se posicionar contra qualquer forma de intolerância.
“Não acredito em ódio de nenhuma forma. Acredito que devemos nos amar, respeitar e tentar entender uns aos outros.”
Amanda Seyfried e leitura de bastidores
O debate ganhou uma camada extra quando declarações políticas de Amanda Seyfried, colega de Sweeney no filme A Empregada, passaram a circular nas redes. Em entrevistas, Seyfried afirmou considerar o socialismo “uma ideia linda”, por representar cuidado coletivo e empatia social.
Internautas passaram a especular que as falas poderiam funcionar como uma tentativa de equilibrar a percepção política do elenco após o desgaste envolvendo Sweeney — interpretação que nunca foi confirmada por nenhuma das atrizes, mas que evidencia como o público passou a ler cada declaração sob uma lente ideológica.


Carreira em alta apesar das controvérsias
Mesmo em meio às críticas, Sydney Sweeney vive um momento profissional intenso. Sua marca de lingerie, SYRN, lançada recentemente com uma ação simbólica envolvendo o letreiro de Hollywood, teve peças esgotadas em poucas horas. No cinema, a atriz se prepara para uma sequência de A Empregada e para o retorno de Euphoria, série que consolidou seu nome na indústria.
Com uma agenda cheia e escolhas cada vez mais calculadas, a atriz se consolida não apenas como estrela em ascensão, mas como um dos nomes mais influentes da nova geração de Hollywood, transitando com naturalidade entre o cinema independente, o streaming e as grandes produções de estúdio.
“No fim, eu só posso continuar sendo quem eu sou”, resume. “Não posso obrigar todo mundo a me amar. Mas sei o que defendo.”
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