
Claudia MeirelesColunas

Suplemento ou alimentação? Harvard elege a melhor fonte de vitaminas
Saiba qual a recomendação de Harvard entre priorizar uma alimentação nutritiva ou fazer uso de suplementos para complementar a dieta
atualizado
Compartilhar notícia

A divisão de mídia e publicações da Escola Médica de Harvard divulgou, no início deste mês, um artigo no qual convida os leitores a terem uma visão menos farmacológica quando o assunto é garantir os nutrientes necessários para o corpo, bem como previnir doenças. Segundo a publicação, os benefícios do uso de suplementos não “chega aos pés” das vantagens de manter uma alimentação balanceada, com comida “de verdade” sendo o principal pilar.
A equipe destaca 12 alimentos como excelentes opções para substituir produtos industrializados destinados a complementar a dieta e garantir bons níveis de vitaminas, minerais, aminoácidos e outros compostos naturais.
Entre eles, estão:
- Ferro: carnes, aves, peixes e feijão.
- Vitamina A: cenoura, batata-doce, espinafre e couve.
- B12: carnes, aves e peixes.
- Vitamina E: nozes, sementes, óleos vegetais.
Afinal, é preciso abandonar completamente os suplementos na rotina diária?
Embora a escola de medicina de Harvard recomende adotar uma dieta nutritiva em vez de suplementar a alimentação, o nutricionista Matheus Maestralle ressalta que a segunda estratégia não deve ser “demonizada”.
“Por mais que os nutrientes, quando obtidos por meio da comida, venham com fibras, antioxidantes e compostos bioativos, os suplementos cumprem um papel importante em casos de deficiênciais reais de nutrientes, como ferro, B12 ou vitamina D baixas, restrições alimentares, demandas específicas de doenças, performance, má absorção, vegetarianismo, além de outras especificidades alimentares”, garante o especialista.

Além das particularidades de cada pessoa, o nutricionista destaca a influência de fatores ambientais e climáticos sobre a qualidade natural dos alimentos.
“A quantidade de algumas vitaminas e minerais nos alimentos pode variar de acordo com as condições ambientais e regionais, incluindo colheitas, métodos de produção, armazenamento, preparo e conservação. Até o mesmo fato de ser orgânico, cultivado por agricultura familiar ou produzido em escala industrial pode interferir na composição nutricional dos alimentos. Tudo isso precisa ser considerado”, reforça Maestralle.

Para manter a saúde em dia, o especialista enfatiza que o ideal é buscar equilíbrio e moderação — sempre com orientação médica. A prioridade, destaca, deve ser o prato.
“O suplemento só entra quando realmente necessário. O uso prolongado desses produtos pode causar desequilíbrios, como hipervitaminose, ou ainda promover a competição entre nutrientes incompatíveis — algo comum no consumo de multivitamínicos sem orientação adequada”, explica.
Um exemplo clássico, encerra o expert, é a interação entre ferro e cálcio, que não devem ser ingeridos juntos.
Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.













