Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Claudia Meireles

Socialite Regina Lemos Gonçalves nega que pagou R$ 199 mil a ex-caseiro

À coluna representantes da socialite revelaram que a vítima "não tem ciência" de ter pagado R$ 199 mil a Robson Luiz Alves Sales

25/03/2025 11:23, atualizado 25/03/2025 14:17
Compartilhar notícia
Imagem cedida ao Metrópoles
Foto colorida de mulher com chapéu, óculos e roupa preta - Metrópoles

A “novela” protagonizada pela socialite Regina Lemos Gonçalves — que ficou em cárcere privado no edifício Chopin, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro — ganhou mais um capítulo nessa segunda-feira (24/3). Um veículo da vítima foi encontrado na casa de um ex-funcionário, sendo ele Robson Luiz Alves Sales. Ele também afirmou ter recebido R$ 199 mil da ex-patroa.

A coluna Claudia Meireles teve acesso ao termo de declaração do envolvido, expedido pela 12ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro. Durante uma operação de busca e apreensão de bens de Regina Lemos Gonçalves, os oficiais encontraram com o ex-funcionário um veículo do modelo Zafira, na cor prata e do ano 2009. Na ocasião, Robson foi questionado sobre a “apropriação indébita” do carro.

Socialite Regina Lemos Gonçalves nega que pagou R$ 199 mil a ex-caseiro - destaque galeria
3 imagens
Regina Lemos com os amigos João Chamarelli e Narcisa Tamborindeguy
A socialite está com 89 anos
Socialite carioca Regina Lemos Gonçalves
1 de 3

Socialite carioca Regina Lemos Gonçalves

Foto cedida ao Metrópoles
Regina Lemos com os amigos João Chamarelli e Narcisa Tamborindeguy
2 de 3

Regina Lemos com os amigos João Chamarelli e Narcisa Tamborindeguy

Imagem cedida ao Metrópoles
A socialite está com 89 anos
3 de 3

A socialite está com 89 anos

Imagem cedida ao Metrópoles

Aos policiais ele ressaltou que não devolveu o automóvel em razão da medida protetiva que o impede de se aproximar da ex-patroa.

“Esclarece que não se apropriou do veículo, que era utilizado para trabalho desde 2019 autorizado pela sra. Regina, e que só não efetuou a devolução do veículo devido à medida protetiva que o impede de se aproximar da sra. Regina por uma distância de 500 metros”, disse Robson.

Atualmente na função de segurança, Robson começou a trabalhar para a socialite em 2016, contratado para atuar como caseiro de uma propriedade de Regina na rua Capuri, situada na capital carioca. O salário mensal acordado entre as partes ficou em R$ 4 mil.

Na declaração à polícia, o ex-funcionário salientou que, em 2019, fez um trato com Regina Lemos Gonçalves, que propôs assinar a sua carteira de trabalho no período de 1º/9/2016 a 7/2019. Com esse acordo, Robson teria recebido a quantia aproximada de R$ 199 mil.

“Nessa data, a sra. Regina assinou e rescindiu o contrato de trabalho no mesmo ato, pagando todos os débitos devidos até aquela data incluindo as horas extras”, explicou o segurança.
Foto colorida de pessoas posando para uma fotografia. Eles estão em uma sala com obras de arte - Metrópoles
A socialite rodeada dos amigos no apartamento do Edifício Chopin

Visão da vítima

Em entrevista à coluna, advogados que representam a socialite detalharam que Robson sustenta a tese de que recebeu R$ 199 mil a título de indenização trabalhista, entretanto Regina garante “não ter ciência desse pagamento”.

Sobrinho de Regina, Álvaro O’hara frisou que o ex-funcionário teria atuado em conjunto com José Marcos Chaves Ribeiro, ex-motorista responsável acusado de manter a socialite em cárcere privado. Ele é procurado pela Justiça. “Muita coisa da minha tia sumiu com ele [Robson]”, enfatizou o familiar.

Serviços prestados

Na declaração aos policiais, Robson acrescentou que os serviços prestados à socialite não eram apenas de caseiro. Ele alegou ter desempenhado o papel de jardineiro, além de fazer a manutenção da piscina, dedetização da casa, serviços de alvenaria, mecânica do automóvel, pintura da casa, manutenção hidráulica e cuidados com animais e pássaros, além do controle e instalação do CFTV.

Foto colorida de mulher com chapéu, óculos e roupa preta - Metrópoles
Regina alega não ter ciência do pagamento feito a Robson, conforme porta-vozes

O ex-funcionário destacou que esses serviços foram executados nas duas propriedades pertencentes à ex-patroa fixadas na rua Capuri. Em 2019, após “todos os débitos trabalhistas serem sanados”, Regina fez uma nova proposta de emprego para Robson, com o salário fixado em R$ 5,5 mil mensais, mas ela não teria assinado a carteira de trabalho do colaborador.

Na declaração, Robson Luiz Alves Sales ainda mencionou que não teve os salários pagos até a data em que saiu do imóvel devido à medida protetiva que o impede de se aproximar de Regina Lemos Gonçalves. A ordem entrou em vigor em novembro de 2024.

Relembre o caso