
Claudia MeirelesColunas

Robert Kennedy afirma que Trump tem hábitos alimentares descontrolados
Secretário da Saúde dos EUA, RFK Jr., chama alimentação do presidente Donald Trump de descontrolada e provoca debate político e público
atualizado
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Robert F. Kennedy Jr. está no centro das atenções após comentar de forma direta e controversa os hábitos alimentares de Donald Trump. Ao chamar a dieta do presidente dos Estados Unidos de “descontrolada”, o secretário de Saúde provocou reações imediatas nas redes sociais e reacendeu um debate antigo sobre saúde, política e exposição pública.
Comentário que viralizou
A declaração foi feita durante participação de Kennedy no Katie Miller Podcast, apresentado por Katie Miller, esposa de Stephen Miller, vice-chefe de gabinete da Casa Branca. Ao ser questionado sobre qual integrante do governo teria a dieta menos saudável, Kennedy respondeu sem hesitar: “o presidente”.
Segundo ele, Trump consome com frequência alimentos ultraprocessados; fast-food, especialmente McDonald’s; além de doces e uma grande quantidade de coca-cola diet.
“Ele bebe coca-cola o tempo todo”, afirmou.

“Não sei como ele está vivo”
Kennedy descreveu a experiência de viajar com Trump como algo surpreendente. “Quando você viaja com ele, tem a impressão de que ele está se enchendo de veneno o dia inteiro”, disse.
Em tom de ironia, completou: “Eu não sei como ele está vivo”.
Apesar da crítica, Kennedy reconheceu a energia do presidente, afirmando que Trump segue sendo “a pessoa mais energética do grupo”, mesmo com a rotina alimentar que descreveu.

Diferença entre viagens e rotina oficial
O secretário fez questão de esclarecer que, segundo o próprio Trump, o consumo frequente de fast-food acontece principalmente durante viagens. O presidente justificaria a escolha por grandes redes por confiar nos padrões das empresas e temer problemas de saúde ao comer em locais desconhecidos.
Kennedy afirmou ainda que, tanto na Casa Branca quanto em Mar-a-Lago, Trump costuma fazer refeições “realmente boas”, com alimentação mais equilibrada.
Reações nas redes sociais
As falas repercutiram rapidamente. Nas redes, usuários dividiram opiniões entre quem enxergou a declaração como uma crítica legítima à saúde de um líder mundial e quem considerou o comentário desnecessário ou até arriscado politicamente.
Alguns internautas chegaram a ironizar que Kennedy poderia “perder o cargo” após expor os hábitos do presidente. Outros lembraram que a alimentação de Trump sempre fez parte de sua persona pública, o que tornaria o assunto inevitável.

Um histórico conhecido com fast-food
O gosto de Trump por fast-food é antigo e amplamente documentado. Durante campanhas eleitorais, ele já serviu McDonald’s a apoiadores, comeu lanches da rede em aviões oficiais e chegou a se declarar um de seus clientes mais fiéis.
Relatos de aliados e ex-assessores apontam pedidos frequentes que incluem Big Mac, Quarterão, McFish e batatas fritas, uma refeição que pode ultrapassar 1.500 calorias de uma só vez.
Saúde, poder e imagem pública
As declarações de Kennedy surgem em um momento em que cresce a cobrança por mais transparência sobre a saúde física e mental de líderes políticos. Para parte do eleitorado, hábitos pessoais refletem disciplina, tomada de decisão e capacidade de governar.
Donald Trump ainda não respondeu publicamente às falas do secretário. Enquanto isso, a polêmica segue alimentando debates, memes e análises, mostrando que, na política contemporânea, até o que um presidente come pode se transformar em pauta.
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