Príncipe Harry acreditava que morte da mãe era plano para fugir do assédio
O príncipe Harry abriu o coração sobre como lidou com a morte da mãe em um curso intensivo sobre luto; perda tem impactos no duque até hoje

O príncipe Harry tinha apenas 12 anos quando perdeu a mãe, a princesa Diana, em um acidente de carro em Paris. Quase três décadas depois da tragédia, o duque de Sussex revelou que, durante anos, se enganou sobre a perda e sentiu culpa por “ser feliz” sem a mãe. O desabafo foi feito em uma aula do curso intensivo intitulado Redefinindo o Luto: Construindo Resiliência através da Perda.
Em um conversa sobre luto, o príncipe reconheceu que se enganava sobre a morte da mãe e acreditava que o acidente era apenas uma plano para que ela escapasse do assédio da mídia.
“Eu acreditava que ela tinha criado essa saída para escapar de todas as coisas que estavam destruindo a vida dela e que votaria ativa e disfarçada e então nos levaria, a mim e ao meu irmão, para longe”, admitiu.

O caçula de Lady Di revelou ainda que experimentou um “entorpecimento e bloqueio emocional” após a perda. O estado mental, que em um primeiro momento foi paralisante, logo fez com que ele entrasse em um “estado de adrenalina”, o que permitia que se concentrasse com facilidade nas tarefas.
Por um tempo, ele considerou a habilidade um “superpoder”. No entanto, hoje o duque de Sussex reconhece que essa era apenas a “distração perfeita” para não vivenciar o luto.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles“Passei muito tempo emocionalmente anestesiado, em grande parte porque me sentia desleal e culpado pela possibilidade de ser feliz e alegre sem ela”, admitiu o caçula de Diana. “Sentia que precisava estar triste e emocionalmente anestesiado para provar a ela que sentia sua falta”, completou o príncipe Harry.
Autoconhecimento teve papel fundamental do luto do príncipe Harry
A mudança de perspectiva veio com a maturidade, quando se deu conta de que a mãe provavelmente gostaria que ele fosse feliz. Segundo o príncipe, foi essa conclusão que o ajudou a superar a culpa no luto. “A chave de tudo é conhecer a si mesmo e saber como seu sistema nervoso e todo seu corpo reagem a certas situações. Então, agora consigo reconhecer quando tenho um dessas descargas de adrenalina”, disse.

Apesar de ter superado a fase, o príncipe Harry ainda lida com momentos de ansiedade, com sensação de aperto no peito e respiração curta e superficial. “Meu sistema nervoso é facilmente afetado por ter vivido 15, 16, 20 anos em um estado de hipervigilância e reatividade”, analisou.
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