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Claudia Meireles

Museu Nacional recebe mostras Farnese de Andrade e Necrobrasiliana

Sob a curadoria de Denise Mattar, as duas exposições são realizadas em parceria com as Galerias Almeida e Dale e Leme/AD

27/06/2019 15:46, atualizado 02/07/2019 11:49
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Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Museu Nacional recebe mostras Farnese de Andrade e Necrobrasiliana

Na última terça-feira (25/06/19), duas exposições foram abertas no Museu Nacional da República: Farnese de Andrade – Memórias Imaginadas e Necrobrasiliana, de Thiago Martins de Melo. Com curadoria de Denise Mattar, as mostras são resultado de uma parceria entre o museu brasiliense e as galerias paulistanas Almeida e Dale e Leme/AD. Ambas fazem parte de um projeto itinerante, que visa levar ações de artistas renomados para diferentes cidades brasileiras.

“É com muita satisfação que trouxemos Farnese e Martins de Melo ao público brasiliense. São artistas de gerações e linguagens diferentes, mas igualmente importantes para a história da arte brasileira”, afirma Antônio Almeida, sócio-diretor da Galeria Almeida e Dale. “Essa itinerância fortalece nosso compromisso com a arte e a democratização da cultura a um número cada vez maior de pessoas”, completa Eduardo Leme, sócio-fundador da Galeria Leme/AD.

Farnese

Os visitantes poderão conferir mais de 100 trabalhos de Farnese, entre pinturas, desenhos, gravuras e objetos que possibilitam um mergulho em seu mundo de fantasias construídas, expostos na galeria principal do museu. No mezanino, estão as pinturas, em grandes telas, onde Thiago Martins retrata personagens e situações históricas do passado e do presente do Brasil, através de um olhar indignado e sarcástico. As exposições ficam abertas ao público até o dia 4 de agosto.

Farnese de Andrade é uma figura singular na trajetória das artes plásticas brasileiras e autor de uma obra potente, que toma o observador por sua força e fragilidade, ao mesmo tempo que o perturba com certa morbidez. Reunindo coleções particulares do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, a exposição Farnese de Andrade – Memórias Imaginadas oferece ao público uma rara oportunidade para a apreciação de um conjunto integral da produção do artista.

“Eu fui muito amigo de Farnese. Tem pessoas que não esquecemos na vida, e ele, certamente, é uma delas. A gente conversava muito sobre a arte brasileira, sempre com bastante senso de humor. Foi o artista que mais influenciou a minha forma de olhar arte. Me instruiu muito”, compartilhou Charles.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Thiago Martins de Melo
Necrobrasiliana

Respondendo à avalanche de informações da era contemporânea, Thiago Martins Melo extrapola a bidimensionalidade da tela e cria pinturas densas, formadas por diversas camadas, às quais também sobrepõe outros tipos de materiais. O neologismo que dá título à exposição associa o termo “necro”, que em grego significa morto, à palavra “brasiliana”, que designa uma coleção de obras artísticas ou científicas tendo o nosso país como tema.

Nas telas, imagens emblemáticas da iconografia brasilianista, como os índios de Eckhout, Theodore de Bry e Debret, com outras imagens igualmente emblemáticas de um passado recente, a exemplo do retrato de Marighela, o Carnaval proibido de Joãozinho Trinta, o rosto de Luzia (fóssil humano mais antigo encontrado na América do Sul) ou, ainda mais atuais, as manifestações de 2013 e a truculência da polícia. Resistências e decadências, simbologias e personagens, espiritualidade e sincretismo se engalfinham nesses muros assombrosos.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Thiago Martins de Melo

“Essa exposição é um percurso, nesse projeto que é o Brasil, marcado por muito sangue por genocídio e anulação de povos. O que eu fiz na Necrobrasiliana foi uma reflexão sobre a colocação de uma cultura em cima da outra usando imagens históricas”, conta Thiago Martins Melo.

Charles Cosac

O diretor do museu, Charles Cosac, é definitivamente um personagem importante para o crescimento do Museu Nacional da República.  Conhecido como um dos grandes intelectuais do Brasil contemporâneo, ele tem uma bagagem enorme no setor. Cultíssimo, Charles é uma biblioteca ambulante.

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Charles Cosac e Claudia Meireles

Charles foi um dos fundadores da editora Cosac-Naify, que ficou conhecida pela qualidade diferenciada tanto na curadoria e edição quanto no projeto gráfico. A empresa surgiu em 1997 e fechou as portas em 2015. Ele também foi nomeado como diretor da Biblioteca Mário de Andrade de São Paulo, pelo secretário de Cultura à época, André Sturm.

Confira os cliques da abertura das exposições:

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
Carlos Dale, Eduardo Leme e Antônio Almeida
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Antônio Almeida, Renata Jereissati, Denise Mattar e Marília Panitz
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Eduardo Leme, Antônio Almeida e Carlos Dale
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Antônio Almeida, Eduardo Leme, Claudia Meireles e Carlos Dale
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Denise Mattar e Charles Cosac
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Mercedes Urquiza
Lucas Venturim, Sara Seilert e Daniel Fernandes
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Cristiano Vasconcelos, Antônio Almeida, Adão Cândido e Carlos Dale
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Magno Assis
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Milton Marques e João Angelim
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Marta Torezam e Ari dos Santos

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Guilherme Isnard e Denise Mattar
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Thiago Mattos

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Gabriela Novaczinski e Glícia de Paula
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Antônio Almeida, Nathália Zemel e Marcelo Xavier

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Keiji Shimokawa
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Valeria Cabral e Caetano Alburquerque
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Ana Rosa

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Bethânia Maia e Rafaella Rezende
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Marcelo Bere e Maya Sykes
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Antônio Almeida, Fabiano Cunha Campos e Eduardo Leme
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Pedro Ivo Verçosa
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Carlos Silva

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Waldeck Silva e Bárbara Danda

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Museu Nacional – Esplanada dos Ministérios

Serviço:
Farnese de Andrade – Memórias Imaginadas
Necrobrasiliana, de Thiago Martins de Melo
Local: Museu Nacional da República
Endereço: Lote 2, SCTS próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília – DF
Período expositivo: de 25 de junho a 4 de agosto
Visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
Telefone: (61) 3325-5220
Entrada gratuita