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Claudia Meireles

Mostra Modernismos abre temporada artística de 2026 na Cerrado Galeria

Exposição Modernismos reúne obras fundamentais da arte moderna no Planalto Central e abre a programação cultural de 2026 na Cerrado Galeria

atualizado

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Gustavo Lucena/Metrópoles
Brasília-DF (25/02/2026) Abertura da exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias na Cerrado Cultural Fotos: Gustavo Lucena/METRÓPOLES
1 de 1 Brasília-DF (25/02/2026) Abertura da exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias na Cerrado Cultural Fotos: Gustavo Lucena/METRÓPOLES - Foto: Gustavo Lucena/Metrópoles

A Cerrado Galeria inaugurou, na quarta-feira (25/2), a exposição Modernismos: uma e muitas Brasílias, marcando o início de sua programação de 2026. Com curadoria de Carlos Lin, a mostra propõe um mergulho na produção artística ligada à formação cultural da capital federal, especialmente entre as décadas de 1960 e 1970.

Casa cheia e clima de reencontro marcaram a abertura da exposição. A mostra inaugura oficialmente a programação de 2026 do espaço e revisita um dos períodos mais decisivos para a consolidação artística da capital federal.

Reunindo obras de dezoito artistas fundamentais para a consolidação do modernismo no Planalto Central, a exposição apresenta diferentes linguagens — entre pintura, gravura, desenho, escultura, objeto e tecelagem — evidenciando o caráter experimental que acompanhou o nascimento de Brasília.

Entre os nomes presentes estão referências centrais da arte brasileira, como Alfredo Volpi, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Glênio Bianchetti e Lêda Watson, além de outros artistas que participaram ativamente da construção simbólica e estética da nova capital.

Obras da exposição Modernismos

Brasília como projeto moderno

Segundo o curador Carlos Lin, a exposição parte da própria origem conceitual da cidade. Antes mesmo de sua inauguração, em 21 de abril de 1960, Brasília já existia como ideia: um projeto de interiorização do poder e afirmação da modernidade brasileira.

“A própria Brasília é herdeira do princípio da ruptura que define o moderno”, escreve Carlos Lin, ressaltando que o modernismo no Planalto Central foi construído coletivamente por artistas vindos de diferentes regiões do país e do mundo.

modernismos
Obras da exposição Modernismos

Planejada por Lúcio Costa e materializada em projetos de Oscar Niemeyer, com contribuições artísticas e paisagísticas de nomes como Burle Marx e Athos Bulcão, a capital nasceu como um experimento urbanístico, arquitetônico e cultural que atraiu artistas, professores e criadores de diferentes regiões do país.

“A exposição traz um conjunto de obras relacionadas diretamente com a história da cidade e seu início. Nós organizamos três grandes núcleos que ajudam a compreender como essa produção artística se estruturou naquele momento”, explicou o curador Carlos Lin durante a abertura.

Segundo ele, o primeiro núcleo reúne artistas convidados para participar da inauguração da cidade; o segundo destaca professores que atuaram na Universidade de Brasília nas décadas de 1960 e 1970; e o terceiro apresenta artistas independentes que criaram ateliês livres e ajudaram a consolidar a cena cultural local.

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Obras da exposição Modernismos
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Obras da exposição Modernismos

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Memória preservada

Durante a abertura, o sócio-fundador da Cerrado Cultural, Lúcio Albuquerque, destacou o caráter histórico do projeto. Segundo ele, embora a galeria atue no mercado de arte, a exposição nasce como um gesto de preservação e valorização da memória artística da cidade.

“Esse projeto nos interessou muito porque é uma forma de mostrar o que se produziu nos anos 1960 e 1970, o período modernista de Brasília. Reunimos artistas extremamente expressivos dessa época e trabalhos que registram inclusive o início da cidade”, afirmou.

Grande parte das obras expostas não está à venda, reforçando o caráter de homenagem aos artistas e aos agentes culturais que contribuíram para consolidar a produção modernista em Brasília.

“É uma maneira de celebrar e valorizar esses artistas que foram tão importantes”, afirmou.
Faixada da Cerrado Cultural
Obras da exposição Modernismos

Raízes culturais do Centro-Oeste

Inspirada na imagem das raízes profundas da vegetação do Cerrado, a exposição reafirma o compromisso da galeria com a valorização da história da arte produzida no Centro-Oeste brasileiro e com a circulação de sua memória cultural.

Mais do que revisitar o passado, Modernismos: uma e muitas Brasílias propõe múltiplos olhares sobre o modernismo fora do eixo tradicional Rio–São Paulo, evidenciando como diferentes trajetórias ajudaram a construir a identidade artística da capital.

Veja os destaques do evento pelas lentes de Guilherme Guimarães e João Monteiro:

Confira quem esteve presente na inauguração, pelas lentes de Gustavo Lucena:

Carlos Lin e Lúcio Albuquerque
Ivana Valença e Lara Calaça
Bertha Pellegrino
Claudia Salomão e Luiza Fontana
Carlos Lin e Betty Bettiol
Luiz Carlos Bettiol, Geraldo Nogueira, Ana Maria Lopes e Carlos Zarur
Amador Outerelo e Claudia Meireles
Dora Silva, Carlos Lin e Ivana Valença
Obras da exposição Modernismos
Rogério Roseo e Renata Foresti
Hendy Miranda
Ana Maria Vaz de Oliveira
Lúcio Albuquerque, Carlos Lin e Beto Osório
Luiz Carlos e Beatriz Bettiol
Dani Estrella e Regina Pessoa
Mariana Monteiro, Ana Lúcia Caldas e Marcia Nabut
Betty Bettiol, Lúcio Albuquerque e Luiza Fontana
Fabiane e Claudio Cohen
Informativo da exposição
Virginia Pantoja, Tarcísio Viriato, Ivana Valença e Irany Poubel
Betty e Liana Bettiol
Alessandra Bitencourt e Inês Alves
Luiz Bettiol, Vanda Riccioppo, Andrea Bettiol e Marcos Madelli
Divino Sobral, Rosana Mokdissi e João Elias Mokdissi
Claudia Meireles, Irany Poubel e Lúcio Albuquerque
Obras da exposição Modernismos
Gregório Soares, Ding Musa e Alex Calheiros
Murilo Frade, Wós Rodrigues e Lydia Daza
Denise e Alice Vellasco
Virginia Corrêa e Cecilia De Souza
Beto Osório, Lorenzo Caldana, Alexandre Beltran, Ingridy Carvalho e Keiny Luize
Barbara Queiroz, Eduarda Lucy e Vanessa Ventura
Beto Osório, Arthur Gomes Barbosa, Elisa Bruno e Lúcio Albuquerque
Ivana Valença, Ivan Valença e Claudia Meireles
Obras da exposição Modernismos
João Bettiol e Eustáquio Silveira
André Amaral, Davi Amaral e Cecilia Jezini
Regina Raick, Furquim e Maria Gorete
Rosa Teles, Odécio Rossafa e Ricardo Stumm
Eduardo Moraes e Bruno Castro
Claudia Salomão
Sabrina Stemler
Paris Bogea; embaixador Raul De Taunay e Maria Paula Taunay
Obras da exposição Modernismos
Luciana Mares Guia, Alexandre Mares Guia e Maria Paula Pinheiro
Beto Osório e Raisa Curty
Ana Xavier e Guilherme Abrão
Thiago Flores e Nicolle Brandão
Isabela Bettiol, Pedro Bettiol e Júlia Coser
André Santangelo e Regina Pessoa
Caroline Rossetta e Matheus dos Santos
Obras da exposição Modernismos
Murilo Frade e Sergio Lopes
Patricia Yunes e Sanagê
Augusta Lôbo, Anna Lôbo e Ricardo Macedo
Augusto e Lídia Coutinho
Renata Azambuja e Gregório Soares
Alessandra Cavendish e Augusto Cesar Moncaio
Obras da exposição Modernismos
Gustavo Ticon e Daibes Ottoni
Isis Catherine e Reginaldo Neto
Isabelle Dandara e Isadora Eineck
Bruna Barros e Alexandre Neves
Márcia Witczak
Grasiele Carvalho e Luísa Carvalho
Kakau Teixeira, José Eduardo Garcia de Moraes e Lis Marina Oliveira
Ana Xavier, Rodrigo Koshino, Isabela Brito e Giovanna Buzzi
Obras da exposição Modernismos
Stefani Jardim e Ingridy Carvalho
Angela Bianchete, Paulo Henrique Paranhos e Ana Luisa Paranhos
Julio De La Guardia e Katia Cubel
Marina Maria e Gabriel Lucas
Lucineia Morelli
João Ferreira, Alessandra França, Marcio Borsoi e Sanagê
Hudson Freitas e Sofia Sartorello
Bruno Melucci e Márcia Hoffmann
Yonare Filippetti e Walter Filippetti
Nilda Leite, Eliane Breitenbach e Eny Junia
Serviço
Modernismos: uma e muitas Brasílias
Curadoria: Carlos Lin
Local: Cerrado Galeria, na QI 5 do Lago Sul 

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