
Claudia MeirelesColunas

Metrópoles Catwalk: um ponto de encontro na cena social brasiliense
Para além do contato com grandes marcas, estilistas e tendências, ver e ser visto também fez parte da experiência do Metrópoles Catwalk
atualizado
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Quem passou pelo foyer da Sala Villa-Lobos entre os dias 6 e 10 de abril encontrou um ambiente que extrapolou a passarela. Em um formato que valoriza o estar presente, o Metrópoles Catwalk, no Teatro Nacional, apostou na experiência e na convivência como um de seus principais diferenciais. O posicionamento reflete uma tendência: mais do que acompanhar a moda, o público quer vivê-la.
Ali, entre encontros, conversas e registros, a circulação se tornou parte primordial da essência do Metrópoles Catwalk. Para muitos, inclusive, foi o primeiro contato com o Teatro Nacional, emblemático espaço cultural da capital, o que apenas reforça o alcance simbólico do evento.


A ex-primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, ressaltou o significado da ocupação e o papel social da iniciativa.
“Trazer a moda para esse centro de Brasília, especialmente para o Teatro Nacional, que tem uma simbologia tão grandiosa, é muito importante. A gente vê o espaço cheio, o público participando, e isso mostra que era algo que faltava na cidade”, afirmou.


Na visão de Patrícia Coutinho, de 56 anos, que defende o estilo como uma filosofia de vida, o espaço proporciona uma oportunidade de ampliar vínculos. De acordo com a corretora de imóveis, há uma conexão interessante entre moda e arquitetura, dois universos que dialogam diretamente com o trabalho que exerce na cidade.
“Sou convidada desde a primeira edição e é muito nítido como o evento vem crescendo e se consolidando a cada ano. Acho especialmente relevante o caráter inclusivo: ele abre espaço para que pessoas que não necessariamente fazem parte desse meio possam viver essa experiência. O Metrópoles Catwalk também proporciona um networking muito rico, conectando pessoas de diferentes nichos de forma espontânea e qualificada”, destaca.



Posicionamento
A quem atua no universo da moda, como a empresária Bia Teixeira, de 33 anos, o Metrópoles Catwalk desponta não apenas como vitrine, mas como um viés estratégico de posicionamento na marca pessoal e profissional.
“Quando vi a programação, entendi que esse era um lugar em que eu precisava estar. Para quem trabalha no meio, não é só sobre entrar em contato com marcas e tendências, e sim sobre marcar presença”, explica.

Evento reverbera além de Brasília
Entre influenciadores, o sentimento é de que o evento reposiciona Brasília no mapa da moda. A influenciadora Cecília Borges salienta que o Metrópoles Catwalk representa um avanço na consolidação da cena local, um movimento que reverbera para além da cidade.
“Isso impacta diretamente o nosso trabalho. Estou embarcando esta semana para o Rio Fashion Week e sinto que o evento já me colocou nesse clima de semana de moda. Levo comigo referências e inspirações da nossa moda para o cenário nacional”, acrescenta.

Já para o estudante Gustavo Lucas, de 23 anos, que acompanha desde a primeira edição, realizada em novembro de 2025, o Metrópoles Catwalk ultrapassa a dimensão estética. “É um ambiente de troca. Você encontra pessoas diferentes, repertórios diversos, ideias circulando. É sobre encontros, sobre conexão”, resume o entusiasta, que fez questão de apresentar a experiência a Laura Souves, amiga estreante no evento.
Mais do que acompanhar tendências, o público quer fazer parte delas. E, nesse movimento, o Metrópoles Catwalk deixa de ser apenas um evento de moda, consagrando-se como um espaço de presença, trocas, parcerias e novos olhares do que engloba o universo fashion.
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