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Claudia Meireles

2ª edição do Metrópoles Catwalk consolida nova era da moda em Brasília

Metrópoles Catwalk reuniu marcas renomadas, casting estrelado, diversidade, encontros e experiências que posicionam Brasília na cena fashion

Nina Quintana/Metrópoles
2ª edição do Metrópoles Catwalk consolida nova era da moda em Brasília

Ao longo de cinco dias intensos, o Metrópoles Catwalk transformou o foyer da sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em um verdadeiro epicentro de moda, cultura e vida social. Mais do que uma sequência de desfiles, a segunda edição do evento consolidou um movimento: o de reposicionar Brasília como um polo criativo pulsante, capaz de produzir, conectar e projetar moda em escala nacional.

Desde a abertura, na última segunda-feira (6/4), até o encerramento na sexta-feira (10/4), o que se viu foi uma ocupação contínua do espaço por um público diverso, estiloso e cada vez mais interessado não apenas nas roupas, mas na experiência coletiva que o evento propõe.

Entre convidados, criadores, modelos, autoridades e entusiastas, o Metrópoles Catwalk construiu uma nova dinâmica de encontro na capital, onde moda e convivência caminham lado a lado.

Desfile Sal Brand

Passarela plural e criativa

Na passarela, cerca de 30 marcas desfilaram ao longo da programação, reunindo nomes do Distrito Federal e de diferentes regiões do país. Do autoral brasiliense às potências do Nordeste e Sudeste, o line-up evidenciou a diversidade da moda brasileira.

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Entre os destaques, marcas como Nara Resende, Thais Fread, Vittor Galleno, Jeans do Bem e Biruta reforçaram a força da produção local. Já nomes como Marina Bitu, Adriana Degreas e D-Gaia trouxeram o olhar de outras regiões, muitas vezes a convite de multimarcas brasilienses, o que fortalece a integração entre mercados.

Publico aprecia desfile

Também chamaram atenção propostas como a da Rendá, com a delicadeza da renda renascença nordestina; da Cearensy, com o protagonismo do crochê; e da Jacobina, que lançou luz sobre narrativas femininas negras. No encerramento, marcas como Carmen Steffens, Foxton e Louback ampliaram o alcance da programação com diferentes leituras de moda contemporânea.

Casting de peso e novos talentos

A passarela também foi marcada por um casting que equilibrou nomes em ascensão e modelos de projeção internacional, reforçando o nível da produção apresentada ao longo da semana. Entre elas, Vivi Orth, Daiane Conterato, Marcelle Bittar, Gabi Ádie e Mikaela Gomes e Jhona Burjack trouxeram ainda mais relevância ao evento, ampliando o alcance do Metrópoles Catwalk e conectando Brasília a circuitos consolidados da moda nacional e internacional.

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Daiane Conterato abrindo a passarela da Marina Bitu, por Jeté
Vivi Orth na passarela
Backstage da D-Gaia, por Magrella
Jhona Burjack abriu o desfile da etiqueta
Gabi Ádie para Laboissiere
Mikaela Gomes backstage do Metrópoles Catwalk
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Mikaela Gomes backstage do Metrópoles Catwalk

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Daiane Conterato abrindo a passarela da Marina Bitu, por Jeté
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Daiane Conterato abrindo a passarela da Marina Bitu, por Jeté

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Vivi Orth na passarela
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Vivi Orth na passarela

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
Backstage da D-Gaia, por Magrella
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Backstage da D-Gaia, por Magrella

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles
Jhona Burjack abriu o desfile da etiqueta
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Jhona Burjack abriu o desfile da etiqueta

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
Gabi Ádie para Laboissiere
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Gabi Ádie para Laboissiere

Matt Ferreira/Especial para o Metrópoles

Um dos momentos mais emblemáticos, no entanto, ficou por conta da multiartista Valéria Barcellos, que abriu um dos desfiles e levou à passarela uma presença potente e carregada de significado. Ao ocupar esse espaço, a artista reforçou a moda como território de expressão, narrativa e construção de identidade, marcando um dos pontos mais simbólicos de toda a programação.

Valéria Barcellos e Virgínia Barros na passarela

Ao mesmo tempo, o Metrópoles Catwalk se firmou como vitrine para novos rostos e profissionais da cidade, fortalecendo a cadeia produtiva local de modelos a maquiadores, estilistas e criadores. Entre eles, a modelo Ruth Duarte destacou a importância do evento para a cena fashion na capital. Para ela, o Metrópoles Catwalk representa uma oportunidade importante de projeção para quem constrói carreira na cidade.

“Eu acho superimportante, porque Brasília precisa ter mais foco, mais visão. É uma forma de conhecer novos estilistas, novos modelos que estão aqui. Essa visibilidade é muito importante para a cidade”, afirmou.

Desfile Sal Brand

Presenças que reforçam o protagonismo

A força do Metrópoles Catwalk se refletiu, ainda, na avaliação de autoridades e nomes relevantes, que ajudam a dimensionar o impacto do evento na cidade. O subsecretário do Patrimônio Cultural do DF, Felipe Ramón Moro, destacou a vocação do Teatro Nacional para receber iniciativas interdisciplinares, reforçando a relevância de ocupar o espaço com propostas que conectam moda, cultura e outras linguagens.

Já a ex-primeira-dama do Distrito Federal, Mayara Noronha, ressaltou o crescimento do evento e sua importância dentro da retomada cultural da capital, evidenciando o engajamento do público e a consolidação do Metrópoles Catwalk como parte da agenda da cidade.

Cleucy Estevão; ex-primeira-dama do DF Mayara Noronha Rocha; e a chefe executiva de Políticas Sociais do DF, Talita Mattosinhos, assistem ao desfile da Laboissiere

A programação também contou com a presença do deputado federal André Figueiredo, que acompanhou de perto os desfiles e reforçou a valorização da produção artesanal brasileira, especialmente a nordestina, presente na passarela. Ao mesmo tempo, nomes da cena cultural e política ampliaram o alcance simbólico do evento, conectando moda a diferentes campos de atuação.

A percepção é compartilhada por quem vive o evento de dentro e de fora. Para Ruth Venceremos, o Metrópoles Catwalk representa um ponto de virada.

A artista e ativista reforçou a dimensão do evento como plataforma de projeção, o associando ao fortalecimento da cadeia produtiva e ao reconhecimento do potencial criativo e grandeza da moda brasiliense em âmbito nacional.

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Força do artesanato nordestino em diálogo com o design autoral
Vestidos coloridos com rendas artesanais
A marca Cearensy é um tributo às raízes do Ceará
Vestido com aplicações e brilhos
Vestido Rendá
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Vestido Rendá

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
Força do artesanato nordestino em diálogo com o design autoral
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Força do artesanato nordestino em diálogo com o design autoral

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
Vestidos coloridos com rendas artesanais
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Vestidos coloridos com rendas artesanais

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
A marca Cearensy é um tributo às raízes do Ceará
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A marca Cearensy é um tributo às raízes do Ceará

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles
Vestido com aplicações e brilhos
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Vestido com aplicações e brilhos

Eduardo Iff/Especial para o Metrópoles

Movimento vai além da moda

Mais do que lançar tendências, o Metrópoles Catwalk se consolidou como uma plataforma de cidade. A iniciativa integra um propósito mais amplo do portal em investir na agenda cultural e social da capital, ao lado de projetos como o Metrópoles Fashion & Design.

Ao ocupar um dos espaços mais simbólicos de Brasília com gente, criatividade e troca, o evento reafirma um novo momento: o de uma capital que não apenas consome moda, mas que produz, pensa e se projeta a partir dela.

Entrada do evento
Coquetel ao final do evento

Moda dentro e fora da passarela

Se a passarela foi protagonista, os bastidores e a plateia ajudaram a contar outra parte essencial da história. No quarto dia, considerado um dos mais movimentados, o evento ganhou clima de celebração com coquetel assinado pelo Afetto Gastronomia, bar do Mix Drinks com clássicos e autorais, DJs e brasilienses e apresentação de saxofone ao vivo – elementos que reforçaram o caráter social da iniciativa.

Entre um desfile e outro, o público circulava, trocava referências e ocupava o espaço de forma espontânea. Mais do que assistir, as pessoas passaram a fazer parte do evento, desfilando fora da passarela e transformando o Metrópoles Catwalk em um verdadeiro ponto de encontro para os entusiastas da moda, arte, cultura e design da capital.

Chicco Aquino e Camila Jun
Thiago Malva e Cleucy Estevão

Moda na cena social de Brasília

Ao final de cinco dias, o que fica não é apenas o registro de desfiles bem-sucedidos, e a consolidação de um novo capítulo para a cidade. O Metrópoles Catwalk mostrou que, quando há espaço, incentivo e público, Brasília responde com criatividade, identidade e presença.

A realização da iniciativa no Teatro Nacional Claudio Santoro reforça a importância da iniciativa para a revitalização de um dos espaços mais emblemáticos da capital. Ao ocupar o foyer com desfiles, encontros e experiências culturais, o Catwalk devolve público e novas possibilidades de uso ao equipamento, contribuindo para reativar sua vocação como centro pulsante de arte, convivência e produção criativa em Brasília.

Mais do que um evento, o Metrópoles Catwalk se firma como um ato contínuo, costurando a moda, sociedade, cultura, pertencimento e criatividade. Esse movimento é capaz de transformar a forma como a capital se vê, se veste e se encontra.

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