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Mentora do VK Soul Detox, Vanessa Kryss fala da jornada de autoconhecimento

O método multidisciplinar envolve a prática da alimentação saudável e do olhar para dentro e para a espiritualidade

atualizado 03/10/2020 20:48

Vanessa Kryss@vanessakryss/Instagram

Há nove anos, a administradora de empresas formada nos Estados Unidos Vanessa Kriss passou por um “despertar” e mudou completamente o rumo da própria vida. Desde então, ela mergulhou nos estudos sobre espiritualidade, nutrição do corpo e da alma, com cursos de gastronomia, yoga, meditação e sexualidade.

A mentora e facilitadora do método VK Soul Detox se dedica a ajudar as pessoas a encontrarem a melhor versão de si e abandonar hábitos antigos, difíceis de serem mudados, através do método Body, Mind & Soul.

“Ser mentora e facilitar o Soul Detox é realmente um canal direto com o divino. É a forma que Deus me usa para ser um canal direto com ele, através dele”, disse à coluna Claudia Meireles.

No que consiste o VK Soul Detox?
Eu misturo vivências e dinâmicas que me ajudam muito pessoalmente e que me tocaram em retiros e workshops que tenho feito ao redor do mundo.

Uso as práticas de yoga, vivências e dinâmicas em grupos, partilhas, cerimônias e rituais sagrados xamânicos. Introduzo o tantra não dual, pois vejo hoje uma desarmonia bem grande em polaridades do feminino e masculino nas pessoas, independente do sexo.

Trago a dança e celebração da vida, a consciência da cura individual, coletiva e dos nossos ancestrais. É uma linda jornada de autoconhecimento, amor próprio, integridade e autenticidade. Uma jornada de volta para a casa interna.

O que despertou a sua jornada de autoconhecimento?
Sempre digo que nos curamos através da dor ou por amor. No meu caso foi através da dor. Passei por uma fase onde me vi no fundo o poço e, com muita dedicação, resgate de amor próprio e disciplina, venho numa jornada de autoconhecimento, muito estudo interno e externo, muitos perdões e muita cura. Assumi o controle da minha vida, saí do lugar de vítima e fui atrás de resgatar meu feminino, masculino e minha espiritualidade.

Com isso, ressignifiquei meu passado, agradecendo cada minuto dele por ter me tornado quem sou, por ter me levado ao encontro do meu propósito e estar a serviço para poder ajudar as pessoas a se curarem e se transformarem por amor, e não apenas pela dor.

O que é a verdadeira essência e como você ajuda as pessoas a encontrá-la?
A verdadeira essência é individual e intrasferível. Primeiramente, ajudo as pessoas a se conhecerem melhor, a assumirem a própria autenticidade e, assim, viver uma vida íntegra e coerente com o que elas realmente acreditam.

Desenvolvi e aprendi ferramentas valiosíssimas e poderosas, como exercícios para esse resgate da verdadeira essência de autenticidade
individual.

Você acredita que a pandemia da Covid-19 estimulou a procura pelo autoconhecimento e ressignificação?
Sim, acredito muito. Uma grande parte das pessoas vivia no piloto automático, sem tempo ou vontade de parar e se olhar. A pandemia trouxe essa pausa. Muitas pessoas tiveram esse tempo de se olhar, a vontade de se cuidar internamente e externamente, de se curar e transformar.

Ressignificação é a palavra que mais descreve esse momento. Trocar o olhar, escolher que lente colocar todas as manhãs ao acordar. Podemos escolher a lente da vítima, do ódio, da ingratidão, ou podemos escolher colocar os óculos do amor, da empatia, da solidariedade e da gratidão. A escolha é sempre nossa.

O que podemos fazer e o que devemos deixar de lado para conquistar o ser saudável?
O estar saudável consiste num equilíbrio de corpo, mente e alma. Um “corpo perfeito” com uma alma machucada ou com fome não diz saúde. Os alimentos são importantes. Uma dieta equilibrada, com comidas de verdade, evitando alimentos industrializados ou inflamatórios, é importante. Nosso corpo físico agradece. Juntamente com o alimento da nossa alma.

Algumas perguntas a nos fazer de tempos em tempos: como estamos lidando com nossas relações? São relações tóxicas ou saudáveis? Como está a rotina de autocuidado como forma de amor próprio? Como anda a fé e o contato com o divino? Como estamos alimentando nossa alma através das escolhas do que assistimos, lemos e ouvimos? Nosso trabalho nos traz propósito? Estamos a serviço? Sabemos dizer não? Sabemos impor nossos limites com amor e por amor a nós mesmos?

Como a yoga contribui para o autoconhecimento e como você repassa isso para os seus aprendizes?
Os maiores aprendizado na yoga são levar os ensinamentos dos asnas – posturas – para o dia a dia, a yoga fora do tapetinho. Como a sustentação: saber sustentar emoções, presença, consciência e alerta e a não violência.

Você esbanja boa forma e dá dicas de alimentação “com saúde e consciência”. Como é a sua alimentação?
Há três anos sou plant based. Não consumo proteína animal, como as carnes de vaca, peixe ou frango. Hoje, estou me flexibilizando com o ovo, se ele for de galinha de pasto livre. É muito importante saber do que se alimentam os animais que estamos comendo.

Enfatizo muito sobre consciência, presença e alerta, para sairmos do piloto automático e darmos atenção plena aos sinais que nosso corpo e alma nos emitem. Como nos sentimos fisicamente e emocionalmente após comer algum alimento ou estarmos em conato com uma energia desafiadora?

Gosto do flex, no sentido de perceber o que meu corpo e alma estão me dizendo. Sou adepta e “pregadora” da dieta low carb. Ela é meu estilo de vida e a que introduzo e acompanho com meus clientes no trabalho de reeducação alimentar.

Qual é o seu ritual pessoal antes de ministrar os cursos e lives?
Tenho minha prática diária de intenções matinais, meditação e reza. Antes de qualquer retiro, evento, palestras ou atendimento, sempre medito e respiro conscientemente. Rezo para estar a serviço e partilhar o que eu tenho para oferecer que possa contribuir com bem estar, cura e transformação.

Sei que estou e estamos aqui para isso. Temos esse dever de servir e compartilhar o que temos dentro de nos para a cura e amor coletivo.

 

Como será o curso on-line “Reconectando com seu amor próprio”?
O curso é um pout-pourri de ferramentas para esse encontro e resgate do amor próprio através da alimentação consciente, autocuidado, espiritualidade, coerência e integração.

Como foi fazer a série de lives “Almas que inspiram”?
“Almas que inspiram” foi tão lindo e prazeroso, um acolhimento na quarentena. Eu quis trazer histórias reais, experiências reais de pessoas que tiveram um despertar e uma trajetória de vida que possa inspirar e transformar. Percebi muitas lives passando conteúdo – uma iniciativa
bem linda. Eu busquei pessoas com conteúdo incrível, porém deixei de lado o conteúdo que elas têm a oferecer e fui na raiz, no pessoal, na história e na experiência daquela alma que tem tanto a inspirar.

Como foi a sua trajetória profissional?
Eu sou formada em administração de empresas, fiz faculdade em Boston, nos Estados Unidos. Há nove anos, no meu despertar, mergulhei nos estudos. Fiz uma formação em gastronomia, em seguida, em nutrição holística, em yoga, meditação, sexualidade sagrada e tantra. Sou certificada em Theta-Healing e para atuar como coach de vida, espiritual, de relacionamentos.

Adoro meus certificados, e honro todos eles, mas digo que a maior escola é a vida. Meu maior certificado é ter vivido, experimentado e sentido na pele o que é poder se curar através de autoconhecimento e muito estudo interno e externo. Brinco que sou uma bio hacker da vida. Provo e experimento tudo antes de passar adiante e compartilhar qualquer conhecimento.

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