Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Claudia Meireles

Letícia Birkheuer abre o jogo sobre atuação, aplicativos e maternidade

A atriz se aventura como produtora dos próprios espetáculos e mostra-se entusiasmada com a carreira no teatro

Compartilhar notícia
JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
Letícia Birkheuer abre o jogo sobre atuação, aplicativos e maternidade

Em rápida passagem por Brasília, para a apresentação do espetáculo Mercado Amoroso, a atriz Letícia Birkheuer recebeu o Metrópoles em um bate-papo na manhã de um sábado ensolarado. A gaúcha falou sobre a carreira na TV, maternidade, os novos desafios da profissão e a experiência em aplicativos de relacionamento.

Letícia começou a carreira na TV em 2005, na novela Belíssima, da Rede Globo. Desde então, atuou em seis folhetins, entre eles, Império e Malhação, onde interpretou pela primeira vez uma mãe.

A oportunidade de subir aos palcos dos teatros surgiu em 2013, com a peça Até o Sol Nascer. Desde então, a atriz vem emendando um trabalho no outro, como no musical Nine e no maior espetáculo a céu aberto do mundo, a Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, Pernambuco. “Foi um presente fazer Maria. Até pela minha conexão com a religião”, explicou.

Em Mercado Amoroso, Letícia interpreta Ana Flávia, uma mulher que descobre o mundo dos aplicativos de relacionamento. A atriz que, até então, também não conhecia os apps a fundo, fez um laboratório no universo dos matchs e criou um perfil. “Foi um mini laboratório. É engraçado como as pessoas fazem o que querem. Elas mandam nudes para outras pessoas que nunca viram na vida”, exclamou. “É uma coisa doida”, brincou Letícia.

No início de setembro, Birkheuer ganhou o Prêmio Nelson Rodrigues como Melhor Atriz por interpretar um papel masculino no espetáculo Senhora dos Afogados. Ela acredita ter sido um dos trabalhos mais desafiadores de sua carreira. “Até o momento de pisar no palco, eu não acreditei que eu faria aquele homem”. Letícia revela que realmente pensou em desistir do papel.

Antes de ser descoberta como atriz, a gaúcha trilhava uma promissora carreira de modelo. A profissão possibilitou também que ela conhecesse o mundo. Em 2005, chegou a fazer 98 horas de voo em 30 dias. “Isso é muito! Muito mais do que uma aeromoça voa por mês”, comparou. “Hoje em dia eu gosto de viajar, mas para descansar”.

A preocupação com as medidas e a forma física sempre foram uma exigência da profissão, mas engana-se quem acredita que é uma exclusividade das passarelas. “A minha profissão exige que eu esteja bem. No meu primeiro papel (na TV), eu tinha 27 anos e a minha personagem, 19. Eu precisava ter um corpo magro para parecer mais jovem”, revelou.

Hoje, se preocupa principalmente com a saúde. A atriz perdeu oito quilos em 45 dias para viver Ana Flávia em Mercado Amoroso e se sentir a vontade para fazer uma cena de striptease no palco. O processo foi acompanhado por uma equipe com nutricionista, personal trainer e endocrinologista.

A maternidade sempre foi uma vontade. Ela chegou a engravidar duas vezes antes de ter João Guilherme, 6 anos, mas sofreu abortos espontâneos. Quando o filho nasceu, Letícia se afastou por alguns meses das novelas para se dedicar integralmente a ele. “Ser mãe foi uma grande realização. Ele é a minha maior alegria, a minha razão de viver”, disse. O menino cresceu nos bastidores dos sets de gravação e no teatro.

Atualmente, a gaúcha atua também como produtora teatral e se mostra interessada em estar por dentro das planilhas de gastos e logística para a produção dos espetáculos que realiza. “Hoje em dia, no Brasil, o ator tem que fazer um pouco de tudo, inclusive se produzir.

Letícia Birkheuer abre o jogo sobre atuação, aplicativos e maternidade - destaque galeria
7 imagens
"Eu amo viajar e queria ter mais tempo para fazer isso, mas estou emendando um trabalho no outro",  disse
 "Se você ficar esperando, não vai trabalhar", disse sobre atuar e produzir os próprios espetáculos teatrais
"Todos os atores deveriam fazer teatro. É uma grande escola onde você tem tempo de arriscar e improvisar. Não tem o "corta!" e começa de novo", acredita
O casal é pai de João, de 10 anos
Depois do desafio de viver um homem no teatro, Letícia precisou de dez dias para se reciclar e desligar do papel
"Eu amo fazer teatro porque a resposta do público vem na hora. Na TV, eu estou através de uma tela. Quando você faz uma personagem popular, você encontra as pessoas que te elogiam e comentam sobre o papel na rua. No teatro você vê na hora se a pessoa riu, se emocionou ou chorou", explica
1 de 7

"Eu amo fazer teatro porque a resposta do público vem na hora. Na TV, eu estou através de uma tela. Quando você faz uma personagem popular, você encontra as pessoas que te elogiam e comentam sobre o papel na rua. No teatro você vê na hora se a pessoa riu, se emocionou ou chorou", explica

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
"Eu amo viajar e queria ter mais tempo para fazer isso, mas estou emendando um trabalho no outro",  disse
2 de 7

"Eu amo viajar e queria ter mais tempo para fazer isso, mas estou emendando um trabalho no outro", disse

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
 "Se você ficar esperando, não vai trabalhar", disse sobre atuar e produzir os próprios espetáculos teatrais
3 de 7

"Se você ficar esperando, não vai trabalhar", disse sobre atuar e produzir os próprios espetáculos teatrais

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
"Todos os atores deveriam fazer teatro. É uma grande escola onde você tem tempo de arriscar e improvisar. Não tem o "corta!" e começa de novo", acredita
4 de 7

"Todos os atores deveriam fazer teatro. É uma grande escola onde você tem tempo de arriscar e improvisar. Não tem o "corta!" e começa de novo", acredita

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
O casal é pai de João, de 10 anos
5 de 7

O casal é pai de João, de 10 anos

Depois do desafio de viver um homem no teatro, Letícia precisou de dez dias para se reciclar e desligar do papel
6 de 7

Depois do desafio de viver um homem no teatro, Letícia precisou de dez dias para se reciclar e desligar do papel

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles
"Quando eu trabalhava com moda, eu tinha que ser muito magra, além do normal", lembra
7 de 7

"Quando eu trabalhava com moda, eu tinha que ser muito magra, além do normal", lembra

JP Rodrigues/Especial para Metrópoles