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In memoriam: seleção de sucessos para relembrar repertório de Aldir Blanc

Em mais de 50 anos de carreira, o carioca compôs mais de 500 canções. Algumas foram tema de abertura de novelas, como Chocolate com Pimenta

atualizado 05/05/2020 18:57

João Bosco e Aldir BlancFábio Motta/Agência Estado

Não há dúvidas, Aldir Blanc marcou importantes capítulos da história da música popular brasileira (MPB), e até do país, com brilhantes canções. Aos 73 anos, o compositor, escritor, cronista, poeta e médico de formação morreu, nessa segunda-feira (04/05), no Rio de Janeiro. Mais uma vítima do novo coronavírus, ele ficou 24 dias internado, mas não resistiu às complicações causadas pela Covid-19.

Em cerca de cinco décadas de carreira, o carioca compôs mais de 500 canções. A maioria, em parceria com João Bosco. Amigos para além da música, o companheiro de carreira homenageou Blanc em uma publicação comovente no Instagram.

“Aldir foi mais do que um amigo para mim. Ele se confunde com a minha própria vida. Fomos amigos novos e antigos. Mas sobretudo eternos. Não existe João sem Aldir. Perco o maior amigo, mas ganho, nesse mar de tristeza, uma razão para viver: quero cantar nossas canções até onde eu tiver forças”, disse Bosco.

No legado de Blanc, desponta o sucesso O Bêbado e o Equilibrista, música criada com João Bosco. Eternizado na voz de Elis Regina, o clássico tornou-se um hino da resistência contra a ditadura militar. Juntos, escreveram as canções Bala com Bala, Dois pra Lá, Dois pra Cá, O Mestre-Sala dos Mares, De Frente Pro Crime, Caça à Raposa, entre outras.

João Bosco e Aldir Blanc
João Bosco e Aldir Blanc

Títulos do repertório do poeta fizeram parte da trilha sonora de novelas da TV Globo. É o caso do tema de abertura de Chocolate com Pimenta, exibida em 2003 na emissora. Levando o mesmo nome do folhetim, a música foi interpretada por Débora Blando.

O carioca escreveu uma composição especialmente para o Visconde de Sabugosa, personagem do Sítio do Pica-pau Amarelo, obra de Monteiro Lobato.

Adeus

Personalidades da música e literatura usaram, também, as redes sociais para se despedir de Blanc. “A poesia acorda triste com a partida de mais uma caneta que nos inspirou a sonhar. Obrigado por nos presentear com um país pelo qual nos apaixonamos Sr Aldir. O maior dos obrigados”, saudou o cantor Emicida.

Filha de Elis Regina, a cantora Maria Rita fez questão de reverenciar o “mestre”, como chama o carioca. “Aldir dos mestres maiores, que o senhor descanse em luz, com a certeza do tanto que nos deixou de legado, amor, senso crítico, arte, cultura. missão cumprida. que farra boa o céu vai presenciar!”

A jornalista Eliane Brum, o cantor Arnaldo Antunes e o grupo Paralamas do Sucesso prestaram homenagens emocionantes ao carioca.

A coluna Claudia Meireles também não podia deixar de reverenciar Aldir Blanc. In memoriam, selecionou os maiores sucessos do repertório do grande compositor, poeta e cronista. Confira!

O Bêbado e o Equilibrista

O sucesso ficou imortalizado na voz de Elis Regina e tornou-se um hino contra a ditadura militar

Amigo É Pra Essas Coisas

Considerado um dos primeiros sucessos de Aldir, o clássico foi interpretado pelo grupo MPB-4

Kid Cavaquinho

Lançada em 1975, a música, feita em parceria com João Bosco, traz na letra provocações à época

Visconde de Sabugosa

Aldir Blanc criou uma canção para narrar as travessuras do personagem do Sítio do Pica-pau

Chocolate com Pimenta

O sucesso serviu de tema de abertura da novela global, exibida entre 2003 e 2004

Resposta ao Tempo

Tema de abertura da minissérie Hilda Furacão, a música ficou conhecida na voz de Nana Caymmi

O Mestre-Sala dos Mares

O clássico gravado por Elis Regina chegou a ser censurado durante a ditadura militar por retratar a vida do líder da Revolta da Chibata

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