
Claudia MeirelesColunas

Guarda-costas “vazam” localizações secretas da família real da Suécia
Guarda-costas da monarquia deixaram escapar localizações privadas da família real e autoridades do país após utilizarem aplicativo fitness
atualizado
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A segurança da família real da Suécia foi abalada após um deslize por parte dos guarda-costas que acompanham de perto a rotina do rei Carlos XVI e da rainha Sílvia. De acordo com o jornal sueco Dagens Nyheterm, sete membros do serviço de proteção deixaram escapar localizações privadas da monarquia e de outras figuras poderosas do país ao compartilharem, acidentalmente, os percursos das atividades físicas em um aplicativo de monitoramento de performance.
A falha no sistema de proteção começou a ser investigada pelo serviço de segurança nacional da Suécia após relatos de que os dados de corrida e ciclismo dos agentes estavam públicos. As rotas “vazadas” incluíam viagens dos monarcas para uma ilha particular nas Seychelles, uma vila montanhosa de Storlien, no norte do país, e, mais recentemente, para localidades privadas na Riviera Francesa, um destino visitado pela família real em junho.
Em nota, a segurança nacional da Suécia assegurou que está investigando o tamanho do “estrago” e os impactos para a vida privada dos envolvidos no vazamento. O Palácio Real da Suécia não se manifestou sobre o caso.
“Nosso serviço está agora tomando as medidas necessárias para garantir que nossos procedimentos sejam seguidos de perto, para que isso não aconteça novamente”, informou no comunicado.
Vazamento de informações
Além das descobertas mais recentes, relatórios anteriores divulgados pelo jornal sueco descobriram que os dados dos treinos da equipe de segurança acabaram revelando, também, detalhes da vida privada do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, em pelo menos 35 ocasiões, incluindo os percursos das corridas, viagens ao exterior e endereço particular da autoridade.

Outras informações enviadas ao aplicativo também estavam vinculadas à ex-primeira-ministra sueca Magdalena Andersson e ao líder do partido Democratas Suecos, Jimmie Åkesson.
O portal sueco também entrou em contato com o aplicativo em questão. Em nota, a empresa afirmou que não houve vazamento ou violação de dados e que os cuidados em relação à privacidade das informações devem ser feitos pelos próprios usuários.
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