
Claudia MeirelesColunas

Eugenie e Beatrice são “excluídas” da Páscoa real em meio à crise
Ausência de Eugenie e Beatrice na celebração da Páscoa alimenta debate sobre espaço, controle, imagem e bastidores da família real britânica
atualizado
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A ausência das princesas Beatrice e Eugenie na tradicional celebração de Páscoa da família real britânica chamou atenção da imprensa internacional. O gesto demonstra quem ainda tem espaço na vitrine da monarquia e quem vem sendo discretamente deixado de lado, principalmente após os escândalos recentes envolvendo o ex-príncipe Andrew, pai das duas.
Mais do que uma simples ausência em uma celebração religiosa, o episódio ajuda a ilustrar uma mudança importante na forma como a monarquia britânica vem se apresentando. Em um momento em que a instituição busca transmitir estabilidade, continuidade e controle de imagem, a tendência parece cada vez mais clara: menos parentes “laterais” e mais foco no núcleo principal da coroa.

Ausência após presença no Natal
O que tornou a ausência das princesas ainda mais comentada foi justamente o fato de as duas terem participado de compromissos familiares recentes. Isso fez com que a decisão de passar a Páscoa longe do evento principal fosse interpretada não como um acaso, mas como um gesto simbólico.
Na prática, a movimentação reforça a percepção de que a presença delas em ocasiões públicas pode estar se tornando mais seletiva do que já foi no passado. Elas não estão formalmente afastadas da família, tampouco desapareceram completamente da vida real, no entanto, ocupam um espaço mais delicado dentro da monarquia.
Esse “meio-termo” é justamente o que torna a história tão intrigante. Beatrice e Eugenie não fazem parte do núcleo mais importante da sucessão, porém, nunca deixaram de carregar peso simbólico, apelo popular e curiosidade midiática.

O peso do príncipe Andrew
Grande parte dessa leitura inevitavelmente passa pelo nome de Andrew. Embora Beatrice e Eugenie não sejam protagonistas das polêmicas envolvendo o pai, é impossível ignorar que o desgaste em torno dele continua afetando a percepção pública sobre o chamado “núcleo York” da família.
Na prática, isso significa que as duas acabam vivendo uma situação difícil: mesmo sem serem o centro dos escândalos, continuam associadas a um contexto familiar que a monarquia tenta manter o mais distante possível de sua imagem principal.
Esse tipo de efeito colateral não é incomum em famílias muito expostas. Quando uma figura se torna um problema institucional, a repercussão costuma se espalhar também por filhos e parentes próximos.

A monarquia focada no núcleo principal
Outro ponto importante é que a imagem da família real britânica tem passado por um processo evidente de recentralização. Nos eventos mais simbólicos, a atenção vem sendo cada vez mais concentrada em nomes como rei Charles III, rainha Camilla, príncipe William, Kate Middleton e os filhos do casal — George, Charlotte e Louis.
Essa escolha faz sentido do ponto de vista institucional. Em tempos de desgaste, incerteza e excesso de escrutínio público, reduzir o foco a um grupo mais enxuto ajuda a reforçar a sensação de continuidade, ordem e estabilidade.
E foi exatamente isso que ficou evidente na celebração deste ano. Com o retorno de William, Kate e das crianças ao evento, o recado visual da monarquia pareceu muito claro: a imagem pública da coroa está cada vez mais ancorada em seu núcleo sucessório e familiar mais direto.
No fim, a ausência de Beatrice e Eugenie não representa necessariamente uma ruptura definitiva, no entanto, reforça uma percepção que vem se consolidando aos poucos: elas continuam sendo membros importantes da família, mas não são parte da estratégia pública da monarquia, que, nesse momento, busca se desvincular do pai das princesas.
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