
Claudia MeirelesColunas

Esta é a melhor forma de tomar vitamina B12, segundo uma médica
“A forma de consumo da vitamina B12 é uma das principais causas de fracasso da suplementação oral”, afirma a médica Joana Costa
atualizado
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A vitamina B12 é uma espécie de “combustível” para o cérebro e para o metabolismo. Essencial para a saúde, o componente atua na produção de energia, na formação dos glóbulos vermelhos e na regeneração do sistema nervoso.
De acordo com a médica Joana Costa, sem níveis adequados de B12, o corpo entra em “modo de economia” — e os sintomas surgem rapidamente: cansaço extremo, lapsos de memória, irritabilidade, insônia, queda de cabelo e até ansiedade ou depressão. “É uma vitamina essencial para quem busca performance física e mental”, pontua à coluna.
Como saber se é preciso repor vitamina B12 com suplementos?
Segundo a especialista, o ideal é fazer um exame de sangue para medir a B12 total e o ácido metilmalônico, que indica se há deficiência funcional. “Embora muitos laboratórios considerem valores acima de 200 pg/mL como ‘normais’, na prática clínica — e especialmente dentro da medicina integrativa e de performance — esse nível é insuficiente para o bom funcionamento do corpo e do cérebro”, afirma.
Joana explica que o ideal é manter a vitamina B12 acima de 800 pg/mL, principalmente em:
- Mulheres acima de 35 anos, devido à queda hormonal e digestiva que reduz a absorção;
- Pessoas com rotina intensa, atletas e executivos com alto gasto energético;
- Pacientes com sintomas cognitivos (memória, concentração, ansiedade e insônia);
- Vegetarianos e veganos, que não consomem fontes naturais de B12 de origem animal;
- Quem faz uso crônico de omeprazol ou metformina, medicamentos que bloqueiam a absorção intestinal da vitamina.
“Manter níveis acima de 800 pg/mL é um investimento em longevidade, vitalidade e saúde cerebral. E, quando associada a outras vitaminas do complexo B, magnésio e aminoácidos, seu efeito é potencializado”, defende a profissional.

A melhor maneira de tomar vitamina B12
Para Joana Costa, a forma de consumo do composto é uma das principais causas de fracasso da suplementação oral. “A B12 precisa de uma substância chamada ‘fator intrínseco’, produzida no estômago, para ser absorvida no intestino. Quando há deficiência desse fator — algo comum após os 35 anos —, a absorção oral cai drasticamente”, diz ela.
Portanto, a médica argumenta que a via injetável (intramuscular ou intravenosa) é a única que garante níveis realmente terapêuticos e melhora perceptível na energia e cognição. Ela conta que essa forma de suplementação pode ser combinada a outras vitaminas do complexo B, como B6 e B9.

“O resultado é energia imediata, foco mental, melhora da disposição e da qualidade do sono. O paciente sente literalmente o corpo ‘ligar novamente”, compartilha.
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