Claudia Meireles

Especialista revela a dieta mais indicada para quem tem lipedema

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo depósito de gordura e inchaço localizado nas pernas e nos braços

atualizado

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Mãos de mulher realizando refeição - Metrópoles
1 de 1 Mãos de mulher realizando refeição - Metrópoles - Foto: Pexels

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo depósito de gordura e inchaço localizado nas pernas e nos braços, além de dor nas áreas afetadas. A condição envolve o tecido conjuntivo frouxo, composto por gorduras, vasos, células da imunidade, células inflamatórias e fibroblastos.

Ainda não se sabe, ao certo, as causas do lipedema, embora estudos evidenciem algumas mutações e polimorfismos, o que indica um componente genético muito grande. A medicina, também, vem discutindo a relação da condição com o estrogênio, um dos principais hormônios sexuais da mulher, sendo responsável pelo desenvolvimento das características físicas e órgãos sexuais femininos.

Apesar de não haver cura para a doença, há tratamento, o que inclui mudança do estilo de vida, perda de peso, alimentação saudável e exercícios físicos.

De acordo com a nutricionista Vanessa Furstenberger, uma rotina alimentar equilibrada é crucial para diminuir o peso, a inflamação corporal causada pelo lipedema e o edema, ou seja, o inchaço causado pelo acúmulo de líquidos.

“Embora não exista uma dieta específica que cure o lipedema, algumas estratégias alimentares podem ajudar a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida”, pontua.
Ilustração de duas pernas de pessoas com lipedema - Metrópoles
O lipedema é caracterizado pelo depósito de gordura e inchaço localizado nas pernas e nos braços

Segundo a profissional, a dieta mais indicada nesses casos é a anti-inflamatória, ou melhor, aquela composta com ingredientes que possam auxiliar no controle da inflamação sistêmica provocada pela condição.

“A alimentação rica em ingredientes anti-inflamatórios pode ser muito útil, pois a inflamação pode agravar a condição”, frisa ela.

Alimentos que integram uma dieta anti-inflamatória incluem:

  • Peixes ricos em ômega-3, como salmão, sardinha, atum;
  • Frutas e vegetais com cores vibrantes, como morangos, brócolis, cenoura e espinafre;
  • Óleos saudáveis, como azeite de oliva e óleo de abacate;
  • Nozes e sementes, como amêndoas e sementes de chia.

Por outro lado, há insumos que precisam ser evitados, a exemplo dos processados e ultraprocessados, devido à quantidade excessiva de sódio, corantes e conservantes.

Prato de salmão assado
O salmão é famoso por oferecer altos índices de ácidos graxos ômegas 3

Alimentos ricos em açúcares e carboidratos refinados, como pães brancos, doces, refrigerantes, também devem ser renunciados, já que podem causar picos de insulina e inflamação no corpo, fatores capazes de piorar os sintomas da doença.

Vanessa ainda acrescenta que esses ingredientes contribuem para o ganho de peso.

Suplementação

Para a especialista, alguns suplementos também podem ser úteis, como:

  • Antioxidantes, como vitamina C, coenzima Q10 e vitamina E;
  • Minerais como selênio e zinco;
  • Compostos vegetais, como flavonoides e carotenoides;
  • Astaxantina, um antioxidante natural obtido de uma microalga;
  • NAC (N-Acetilcisteína), um derivado do aminoácido cisteína;
  • Antiinflamatórios, como ômega 3 e curcumina;
  • Extrato de chá verde e spirulina;
  • Extrato de gengibre, resveratrol e vitaminas D.

Bons hábitos

Além da alimentação saudável, Vanessa Furstenberger explica que outros hábitos são essenciais para melhorar a qualidade de vida de quem tem lipedema. “Principalmente a hidratação e a prática de alguma atividade física, de acordo com a condição da doença”, diz. Caminhada, natação, hidroginástica, musculação e corrida são ótimas opções, segundo ela.

No entanto, ela orienta buscar acompanhamento de um profissional que entenda a condição e consiga orientar o paciente de maneira correta.

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