
Claudia MeirelesColunas

Enxaqueca: médico explica como Carnaval pode ser gatilho para crises
O neurologista Marcelo Marinho destaca que as crises de enxaqueca são multifatoriais, mas podem se tornar mais comuns durante a folia
atualizado
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A enxaqueca é uma doença genética e crônica caracterizada por uma dor de cabeça forte, unilateral, incapacitante e por vezes acompanhada de náuseas intensas e vômitos. Para quem sofre com crises, o Carnaval pode ser um período de alerta, isso porque diversos gatilhos relacionados à doença podem ser ativados durante os dias de folia.
Médico neurologista e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Marcelo Marinho explica que desidratação é um dos principais fatores de risco para crises durante o Carnaval porque, ao perder líquido sob o sol forte e horas andando e pulando pelas ruas, o cérebro perde volume temporariamente e se contraí pela falta de água, assim como outros tecidos do corpo. “Pacientes com enxaqueca são sempre recomendados a terem metas de ingesta de líquidos por dia, assim como usarem garrafas de agua portátil na folia”, explica.

A privação do sono característica do período, quando somada a baixa ingestão de líquidos pode aumentar ainda mais o risco. “A recomendação usual é de sete a nove horas de sono, sendo importante frisar que dormir além disso, também pode ser gatilho para crises de enxaqueca”, destaca.
Consumo de álcool e enxaqueca
O neurologista pontua ainda o consumo de álcool, que mesmo em pequenas quantidades pode se tornar um gatilho, mas ressalta que há diferenças entre a ressaca e a enxaqueca. “Algumas características clínicas ajudam a diferenciar a dor de cabeça da ressaca e a causada por excesso de álcool. Enquanto a ressaca possui uma dor mais difusa, por toda a cabeça, a enxaqueca é mais intensa, usualmente unilateral, caráter latejando, associada à intolerância a luz e barulho”, explica.

Para o médico, quem possui histórico de crises de dor de cabeça precisa tentar equilibrar hábitos na folia. “Intercalar bebida alcoólica com água, evitar beber em jejum, dormir o máximo possível, mesmo que em horário não usual, manter alimentação regular e, principalmente não exagerar na quantidade de álcool”, são medidas essenciais de segundo Marcelo Marinho. “É importante para quem tem enxaqueca conhecer seus gatilhos pessoais, ajustando-os de forma adicional”, completa.
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