
Claudia MeirelesColunas

Caso Epstein: transferências de 780 mil ampliam crise da Casa York
Sarah Ferguson e Andrew Mountbatten-Windsor, ex-duque e duquesa da Casa York aparecem em novos arquivos do caso Epstein
atualizado
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O envolvimento do ex-príncipe Andrew nos escândalos sexuais do caso Epstein tem mantido a família real em uma saia justa desde que a relação com Andrew Mountbatten-Windsor veio à tona. Entretanto, o participação da Casa York parece não se restringir ao irmão do rei Charles III: novos e-mails divulgados pela investigação mostram que a ex-duquesa e ex-esposa de Andrew, Sarah Ferguson, também mantinha relação com o magnata.
Entenda
- Novos documentos liberados pela Justiça americana releva relação entre Jeffrey Epstein com Sarah Fergunson e príncipe Andrew;
- A ex-duquesa de York recebia transferências em dinheiro do magnata;
- Andrew, o ex-príncipe, teve registros fotográficos comprometedores revelados;
- A Casas York enfrenta uma crise sem precedentes desde que Andrew foi relacionado com escândalo;
Os novos dados divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na última na sexta-feira (30/01) dão conta que Sarah recebeu pouco mais de 109 mil euros — o equivalente a R$ 783.623,24 — de Epstein após uma “venda de ações”.
Apesar da presença nos e-mails, inicialmente, não significar uma relação direta de envolvimento, a regularidade das transações demonstra que a relação financeira era mais do comercial, na análise do Mirror.
Segundo os documentos, essa transferência era “uma das várias injeções de dinheiro” feitas à ex-duquesa, mas um e-mail de 2009 mostra que Sarah pedia, inclusive, dinheiro para pagar o aluguel. Fergie também se referia a Epstein como “lenda”, e afirma que ele é “o irmão que sempre desejei”. Anteriormente, a assessoria da ex-duquesa havia declarado que ela havia se arrependido de se associar a Jeffrey — na ocasião, apenas o nome do marido estava diretamente ligado ao caso.
Em mais uma demonstração de carinho, Ferguson aparece demonstrando querer proximidade com o magnata. “Mesmo que você nunca tenha mantido contato, continuo aqui com amor e amizade; e parabéns pelo seu filho”, escreveu em um e-mail de 2011.
Fotos reveladores endossam envolvimento da Casa York no escândalo
Andrew também não escapou da exposição das novas provas. Apesar de serem esperadas por boa parte dos súditos britânicos e da família real, as fotos comprometedoras reveladas pela departamento causaram repúdio na mídia britânica. No novo registro, ele aparece na posição de quatro, debruçado sob uma mulher vestida. Apesar de sempre ter se declarado “inocente”, a associação com Epstein levou à sua queda pública e à cassação de seus títulos e honrarias reais.
Outros documentos também trazem à tona uma troca de e-mails com Andrew, de 2010, no qual Jeffrey o convida para um jantar com uma amiga, em Londres. Em resposta, o irmão do rei afirma que está “encantado em vê-la” e pede para que ele passe os contatos.

Perda de títulos e ostracismo
Em outubro de 2025, o príncipe Andrew e Sarah Ferguson perderam seus títulos reais de duque e duquesa de York, com a exposição da relação com Jeffrey Epstein. Andrew renunciou aos títulos e foi destituído de privilégios pelo irmão, o rei Charles III.
Como consequência, ele foi enfrenta um ação de despejo do que até então era sua residência oficial, a Royal Lodge e responde apenas por Andrew Mountbatten-Windsor. Sarah é divorciada de Andrew desde 1996 e perdeu os títulos, assim como o ex-marido. Apenas as filhas, as princesas Beatrice e Eugenie, mantiveram seus títulos de princesa da Casa York.
Andrew, além do ostracismo social, também é vetado de encontros familiares e deve se mudar em breve para fora do país, para que a família real tenha menos respingos do da polêmica.

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